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Vértebra 6

C6 - A alegria ou o riso macuxi   Expressar-se na floresta era como odor: envolvia tudo com desvelo, exigia diligência, perícia. Eirunepé havia alagado por aqueles dias, carecia cura. Dengue e malária flanavam no ar, a engendrar torpor e desalento. Uma moléstia nova, de designação cifrada, uma possibilidade de  des  transformar tabu, apavorava tudo. Gente à deriva, ilhada, muito cão sem dono. Muito vai e vem de canoa onde antes era rua.  Frei Aín, antecipando a chegada da pequena família, entrava nas taperas para levar alguma compaixão a quem era destituído de nada. Ele era bem vindo ou ignorado. Não havia muito de comer nem de beber. Nem remédio ou perspectiva. Já não chovia. Bodes e burros largados, apoiados sobre ripas, exército a espera de livramento. E mosca, e ratos. Leishmaniose. E moleques sagui, a abrir gaiolas. Um mutirão de botijões, incompreensível.    O hábito vermelho era mais um trapo, cobria o centro do corpo. Quase como viera ao mundo, Frei...

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