Contario de inverno 19
terra-terra Meu coração inventa o charco, o lótus e o flamingo. O céu azula nas beiras o cinza de guarda do jacaré. A túnica de algodão esvoaça no galho do butiazeiro. Ah, meus personagens peregrinos; aqui, nos Alpes, Nicarágua. Malgorzata, só um nome de menino, olhos de neve e amarelo. Não falemos amores, que são palavras afiadas do livro de silêncios. O sol cordel abre os braços, convida ao leme. Zarpa, sem pressa o imenso graneleiro, Ogum Xoroquê [1] gira, que gira no estandarte, ninguém jamais pensou em mostrar a face assim, na orla do porto, Fernando de Noronha a pulsar em zoom e pescado fresco. O canto, parlenda, sino de igreja, jacupemba, bastião. Uma gaivota grita uma nota, depois três e então... Faltavam seis horas para a ...