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Vértebra 57

Dc2 abaeté ou a ordem Vestiu sua velha estampa de flor, o primeiro vestido que lhe caiu sobre o corpo, ainda bem moço. Agora, o pano estava mais para cor de terra. Uraci mantinha, na pele de Xaxim Verdadeiro o brilho generoso, o cheiro de umbu, a voz macia e o cabelo muito preto. O sorriso possuía todos os dentes, silencioso. Byr olhava Isi da porta da cozinha do sobrado de Jade. Seus pensamentos eram imagens incomuns. Poucos podem ver com os próprios olhos o interior de cavernas, estalactites, lagos submersos, peixes neon, troncos mais largos que uma casa, cobras que dariam a volta ao mundo. Xaxim Verdadeiro puxava pela memória o fundo do Juru, onde catava pedrilhos que mais pareciam vidro vermelho.    A moça Isi fazia parte dessa imersão. Menininha, ontem mesmo na beira do trapiche, a fazer seus primeiros riscos com carvão. Byr não conhecia as saudades trágicas. Também não entendia a saudade da filha naquele momento. Cabreúva Vermelha, sem rosto, ou dona de todos os rostos, ...

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