Vértebra 55
Dc4 o giro ou a bomba de imunidade ou um piano e uma singer de pedal ou o calango de Iñigo Outro final de ano. E assim era. Os fogos tingiam o céu de Cidade de Deus. Mais um começo era anunciado, esperanças depositadas na cauda do boto. O rio Amazonas sussurrava tens febre tens febre tens febre. A ideia de evolução e progresso suplantava, por instantes, o descaso e a descompostura. Só ficava triste e desesperançado bem, todo mundo andava desse jeito, a salvação já não era mais assunto de roda de seresta, embora muitos, naquela noite, respirassem melhor após agoniada contaminação. A vacina viera e, ao que tudo indicava, as coisas iriam entrar nos eixos durante os trezentos e sessenta e quatro dias ulteriores. A flor do lisianto que um menino deu a sua irmã soava triste pelos dedos do regional. Por alguma razão que desconheciam, Jovino não apareceu naquela noite de ano bom para tocar. O rapaz andava diferente, pisado, desfolhado. Corria a boca enlameada que ele s...