Contario de Inverno 5
esperança 希 望 A escotilha aberta do Ligaya deixava entrar o ar do cais, mistura de amônia, algas e cocada. O doutor Himari havia recomposto o yin daquele homem tão magro que não aguentaria a brisa ou as ondinas. Fizera um mapa com onze agulhas, uma para o baço, outra para os rins, outra para os pulmões muito fracos, outra para o coração, também estomago, fígado, uma no crânio, na esperança de que o paciente fizesse foco, uma a que chamou triangulo de Buda. Uma para recompor o TI, outra para aquecer o corpo, outra para melhorar a circulação sanguínea. Espasmos aparentemente musculares moviam aquele esqueleto careca, fagulhas sutis podiam ser vistas por olhar arguto. Os grandes ocelos do moribundo se abriam, mas não havia gente lá. Himari se perguntou por onde andava a alma daquele sujeito. Seus princípios filosóficos e científicos davam apenas um pequeno espaço para a religiosidade. O doutor entendia, contudo, que o serzinho a balouçar os pés ...