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Contário de inverno 2

Veleiros     Deixei-me repousar em pleno meio dia, era início de viagem. O perfume das águas salgadas, o linguajar dos golfinhos a brincar ao lado da nave, tudo parecia indicativo de morte. Ninguém me avisou, pelo sim, pelo não, eu não me sentia só. Estive como que embebedado, a maior parte do tempo, talvez tenha recebido algum medicamento. Escutei  gentes que passavam, se abaixavam e espiavam, sussurravam comentários piedosos. Aos poucos, o Antônio Inácio de Narval que estou foi tocando meu ombro, meu peito, meu nariz, meus intestinos. Hora de tomar uma atitude. Eu avisaria. Esperei o que pude, agarrado àquela manta acolhedora, um buraco em meu estômago. Perdi as contas da última refeição que pude fazer. Eu tinha cinquenta anos na ocasião.   De onde eu me encontrava, o horizonte brilhou de azul sem nuvens. O burburinho dos metais, das máquinas, lembrou um corpanzil jovem e alegre. Ainda não sabia se aquele reino era a Terra ou um novo lugar. Uma cruz de Pedro s...

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