Contario de inverno 6
Nos passos de graneleiros Maja Wos não soube mais de sua mãe azul. Contentou-se com a nova, vermelha, mais parecia uma chama a sorrir. Ninguém se iluda, mãe é mãe. Em Zacopane, não deixaram que o menino visse as lamparinas, os lírios, o corpo, tampouco a lápide, tão rápido aconteceu, tão rápido Anninka o levou e protegeu. O mundo pode ser bem feio e gelado quando quer, pode inspirar rotas de fuga certeiras e, sabemos, foi isso o que se deu com Maja. Da parte do garoto, deixar na casa amarela o barco esculpido em madeira não foi de livre vontade, entretanto pareceu um sinal de futuros, quem sabe a mãe azul voltasse um dia, para lhe presentear com o brinquedo outra vez. Pouco dado a choramingas, o menino aceitou bem as soluções que lhe foram impostas. Logo, cobriu-se com uma manta de marta e tentou dormir no aposento com mais dozes crianças, talvez em condições menos favoráveis que a dele. Até pensou em levantar-se, naquela primeira noite na casa lar...