Contario de inverno 25
25 Olha as eugênias Olha as eugênias. É para elas que cantamos. São um doce. E nós, os passarinhos. Foram estas as notas escritas no caderno de bordo. Quem entenderia tal código? Quem teria interesse em o decifrar? Onde estava teu pensamento, Maja Wos, enquanto miravas o mar? Da escotilha se via Phoebe, um fiapo na noite coalhada de estrelas. As aguas, tingidas de seles. Os instrumentos, na cabine de comando, informavam distâncias, correntes, percalços, outros navios, impunham gráficos, cálculos, precisão, ajustes de rota. Cominavam permanecer desperto, atento, vigilante. As antecipações de intempéries eram possíveis, porem se contava com os segredos das marés e lunações. Poseidon poderia decretar que as aguas lhe pertenciam, enfurecer-se de súbito. Afrodite choraria, a reclamar um rasgo no vestido de espumas, ou de um coro de golfinhos fora do tom. Cintia saudava a todos com reduzido humor, que a respeitassem. Endimião, sentado sobre um rochedo, empunhava a teo...