Contario de inverno 28
escoadouro Uma imagem do Buraco do Dragão voejava, fixada com tachinha, em um quadro de notas, próximo ao sistema de governo do Ligaya1. Agua doce em pleno mar, algo para cismar. Qualquer um, naquele barco gigante, estava apto a pensar e agir, muito além das exigências náuticas. Todos os esforços eram calculados, não passava pela cabeça de ninguém burlar leis. Mesmo os gatos, se pudessem se manter sobre alguma superfície, sobreviveriam a um naufrágio. Claro, leitor, podes achar que gatos a bordo é procedimento descabido no século 21. A proposito, não determinamos, após vinte e sete jornadas, de qual tempo tratamos, pedimos desculpas. O cheiro das latas de unguento ainda não fora revelado, a tal mistura de batismo da qual falamos no tomo anterior. A gula, ao olhar para Esmeralda bela como uma palmeira, havia amainado. Ela brotara, encantada, da cabine dos passageiros de terceira classe, um vestido florido de lilium. Olíbano a seguia, uns seis passos ...


