Contario de inverno 15
La Barceloneta baila Ele se mantinha muito polonês no intimo, mas semeou-se das aves praianas e afinou, feito bailaor. Atingiu seu metro e oitenta e cinco centímetros aos treze anos. Congregou o clima provocador da nova vida. Uma terceira infância merecidamente criativa, para sancionar a lenda da Barca Nona. Seria Teseu, não fosse adepto de Aquiles. Dos argonautas, ele torcia por Atalanta. Tudo para o rapazito ganhou mais sol, mais luz e o mar verde, próximo ao Porto Vell, era inspirador e lhe deu à mocidade ser homem do mar. A cada dia, mais lhe chamavam os navios. Um deles, com uma tarja azul e branca, oriundo da Grécia, sem nome, o atraia sobremaneira. Aquele idioma percussivo embalava seus ouvidos. Chorou quando ouviu um coro de marujos meio alcoolizados a girar em roda e cantar Strosse to stroma sou [1] ; também os narizes dos personagens que iam e vinham com mantimentos o nutriam, imóvel, a prender a respiração. O que dizer dos jogos de dados, dos ...