Contario de inverno 10
10 luto e jasmim Maja foi convocado, as narinas zombaram dele. Aconteceu quando o rapaz voltava do restaurante, a trazer o almoço que dividiria com seu professor, o Frei Narval. Duas horas para zarparem à Ilha da Madeira. Era sentar-se a um trapiche e apreciar as aguas, o céu, os passantes, um suspiro do que seria a Cacimba do Padre. A atração veio de uma banca singular. Difícil ver, naquele sitio, a céu aberto, uma coletânea de livros tão peculiares. Dava a impressão de terem pertencido, os exemplares, a biblioteca de algum profissional da literatura. A mesa onde estavam expostos, dois metros por um, exibia cerca de trinta títulos, dispostos casualmente. A jovem vendedora permitia aos passantes folhearem alguns, desde que estivessem com as mãos limpas e fossem afortunados o suficiente, para levar ao menos o mais em conta. Os preços, aquém das expectativas, todas as paginas e bordas e costuras bem apresentáveis. Tratava-se da mulher mais vistos...