quarta-feira, 30 de novembro de 2016

vive la vita, novembro de 16






Poderíamos manter o padrão vibratório. Cair, como caiu o avião com os jogadores catarinenses. Ficar olhando alterações à Constituição, aborto mais ou menos consentido, bombas, ocupações, sucateamentos, violência, direitos ameaçados. Poderíamos entrar em desespero. Creio que é o esperado. E mais, poderíamos continuar lamentando a felicidade alheia, daqueles que um dia nos ofenderam, traíram, essas coisas que atribuímos a outrem, mas são onus de nossa órbita particular. Ainda não consigo dizer qual o sentido da vida para mim. Não consigo afirmar que minha fé biológica funcione. E este é o combustível do bem viver. Abriu-se a caixa um dia. Disseram que foi Pandora. Estamos no meio do vespeiro. É uma opção, manter o padrão vibratório ou enveredar para soluções criativas. Como a esperança, a criatividade parece vir da caixa igualmente. Finque os pés no chão. Horizontes claros. Hora de ler o mapa dos céus!!!!


Há quanto tempo dormes
Sr. Verso?
Quanto há que cedeu, arcou
Sussurrou, esmaeceu
Mofou no armário?
Quanto susto,
Suspense
Reticências,
Marés vazadas
Borboletas
Cusparadas
Coisas ditas ao vento?
Há quanto tempo
Sr. Verso?
O deserto é logo alí
Na varanda mal cuidada
Na página virada
No descarte
No desmanche.
Acostumei-me.
E te atrelei, Sr. Verso
A tamanho vexame.
Perdão.

Um comentário:

verso bordado

Lá fora a luz do dia, baça. Tu me disseste qualquer desafeto, verso E foste embora sem adjetivo que se interpusesse. Eu, às...