segunda-feira, 8 de agosto de 2016

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                                            * foto de Carlos Cha


A manhã ia, mais que a meio
Cálida, acesa.
O quieto em mim perdeu-se
Entre os pinus lenhosos
Não para danar-se em barulho de estrada
Mas para achar-se no voo lento
Do pássaro sem nome
Ouvi histórias que quis nela
A manhã airosa
Senti, talvez, o que não quisera
Coisas pequenas de a ela colher
Atavismos de uma vida toda
A cismar
A manhã, que deixou uma ponta de estrela
O canto mavioso do anjo guardião
A cerda áspera da bucha de lavar roupa
O encanto
Acalanto inquiridor
Pousou tua mão em meu cabelo maltratado
O espanto ainda é tanto, nobre amigo
A solidão, fácil de sorver nesse paraíso

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