quarta-feira, 7 de maio de 2014

20 anos de Terra Sonora



CD3
Ouço, no coração, a música que fazemos.
Tem história a feitura, e tanta,
Entre passaportes e cd players, mais de hum mil encontros.
Ricos movimentos de ir e vir, e compreender, a nossa juventude nasceu e vive alí.
Redes intrincadas de afeto, mas sobretudo de feitura de nós de marinheiro
Acompanha tão abstrato relacionamento.
Notória, hierárquica, devastadora e terna colisão.
Aviamos receita, encaramos fila, quebramos regra,
Tomamos susto e ficamos “no banco”.
Entretemos mais mestres do que podemos sonhar.
Rendemos homenagens a tanta diversidade,
Repousamos nas cantigas de amigo,
Abraçamos o trabalho e seguimos, sempre, pelo pó que o ar levanta.
É marcante a pertença de todos e cada um, que quando um não está
Mudam as marés, varre-se o convés e a espera começa.
Canto o que me cabe, o que não cabe e o que me ultrapassou.
Vibro, todas as vezes em que a convocação vem, e um pequeno torneio se instaura.
Imagino, sim, o que será, quando a outra vida vier, e já não pudermos mais ser juntos.
A propósito, é algo que não me cabe sofrer.
Guardo, no coração, a música que fazemos.
Entre passaportes e cd players, el Teatro Del Lago.
Metade dos meus dias neste orbe desta era eu passei, estudando o canto bifônico.
Veleidades a parte, já ouço e aprovo sua execução feminil.
Envolvente, ritual, sagrado, afável isto sim,
Levo-me, nos embalos de tantas canções. Canto por conta dele:
O Terra na Terra, em viagem veloz,
Zum dos meus dias

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