segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Liberdade e aprendizagem da musica do mundo


*google images


Amanha vou trabalhar com professores da Rede Publica.
La no Paco da Liberdade, antiga Prefeitura da cidade banguela.
Acho que esta aberto ao publico em geral.
E no terceiro andar. Comeca as 14h.
Vou levar para eles minhas experiencias com a musica do mundo,
esse canal que o Sr. Plinio Silva ajudou a instaurar em minha lida.
Fiz um cronograma, separei alguns temas para cantar,
estou levando meu artigo de 2011 pro publico analisar.
E preciso conhecer o grupo.
Separar perolas, cascalhos.
Material de vulcao.
Para saber como lidar.
O diferente nos balanca, tudo e sempre
novo e diferente.
Vou para esse evento com sentimentos especificos.
Nada de deslumbramentos.
Nada de ilusoes sobre proporcionar mil e uma noites
de encantamento
ao colocar para ouvir idiomas distintos
harmonias impares
sonoridades estranhas,
culturas milenares.
Acredito, sim, que e possivel viajar sem sair do lugar.
Nao se trata desse movimento, contudo.
Trata-se de trabalhar, cantando,
um texto sem sentido semantico.
E proporcionar base cientifica a tal
exercicio de observacao.
Que e o que faco, observo, atraves da audicao,
transcrevo simbolos sonoros, combino-os em estruturas
que lembram frases,
aplico meus conhecimentos vocais neles
e os executo,
com certa criatividade e estilo.
Muitos exigem isso no trabalho do Projeto Musica dos Povos,
como e que temos coragem de cantar sem saber o que estamos a dizer?
Ai e que entra um tanto de magica, he he he...
Sabemos. Alem das aparencias, sabemos...
Ontem o Sr. Plinio Silva fez o ensaio de modo a apresentar primeiro
os temas para sopros, viola de arame, violino, harmonio e percussao .
Depois a voz entrou.
Para nos, acostumados com a estetica ou fruicao dessa musica,
a escuta ja e curiosa.
Ouvir, e so isso, ouvir os colegas executando os temas
e um exercicio que dispensa analises academicas.
E mergulhar em universo metafisico,
metalinguistico,
metaforico.
Pensei historias, de fantasmas muitas,
dancas, lugares paradisiacos,
rostos nunca vistos, conquistas, bravatas, enamoramentos.
Eu vi Pan personificado.
E um passaro minusculo.
E as ondas do mar.
E dancas nos desertos dos Tuareg.
E a musica em si, despida de acoes
que nao as dela,
em sua exuberancia
e inefabilidade.
Ocupei hora e meia do meu tempo a imaginar.
Uma ocupacao satisfatoria de tempoespacomateria,
ainda mais com eles, instrumentistas,
tocando ao vivo e bem.
Procurei dar o melhor de minha performance
nas execucoes a meu encargo,
tenho estudado pouco para o tanto que e necessario.
E sai do ensaio sentindo-me vinda da natacao,
cansada e com fome,
querendo um prato de sopa
e um colo quente.
Nao, nao e bom mesmo apaixonar-se.
Mudo assim de assunto,
abrupta e intencionalmente.
Nao e nada bom apaixonar-se.
Inda mais se isso significa emburrecer.
Tomo logo florais,
que e para nao deixar que se alastre o phatos.
O enamoramento, contudo,
e o diferente aqui na cronica de hoje.
E dificil topar com alguem enamorado.
A figura esta tao presente,
tao destacada na paisagem
que nos enlaca, desanca
descompoe.
Nem toda musica do mundo
da conta desse estado de arte.
E e assim, um pouco a frente
do estado e enamorar-me
que vou trabalhar amanha
com esses novos convivas.
Nesse ponto,
concordo com quem diz
que ter vivido meio seculo
cria hiatos na percepcao.
Acordada, ciente das dores
e limitacoes
vou ao campo
disposta a falar sobre
enamorar-me.

Desejo enamorar a todos com os quais trabalho.
Enamorar pelo canto. Torna-los, todos, enamorados
e cientes da grande responsabilidade
em abracar um sentimento assim
que aciona a liberdade em definitivo.



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