quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dos ouvidos as roupas

Estamos procurando um jeito de cantar curitibano, um repertorio curitibano, mas e dificil dele se configurar... dificil tambem encontrar um modus artistico curitibano, ou seja, um jeito de fazer a coisa que seja o retrato da comunidade... ou sera aquele o retrato da comunidade?
Igualmente dificil configurar um jeito brasileiro de cantar, um repertorio brasileiro, que se adeque ao trabalho de grupo vocal... que a America Latina nos abra seus bracos, o repertorio nesse quadrante e extraordinario, eles cantam muito, eles acompanham suas lutas cantando, suas dificuldades cantando... dificilimo achar um bom caminho... outra coisa que e fundamental e o amor que temos que ter em ralacao a tabua dos palcos, aos cicloramas, as lonas dos circos (por que sera que continuaram a chamar de circo, depois do circo romano?...)... a gente tem que ter uma vontade natural de ajoelhar sobre a madeira, alisar a madeira, deitar nela, ficar nela aconchegados e quietos, quietos, QUIETOS... especialmente quando o dia de trabalho foi intenso sobre elas... sinto falta deste espaco em meu cotidiano... escolhi o estudio de tabuas na FAP enquanto desenvolvo o Mannaz pra ver se acontece com o grupo um enamoramento natural... sem isso... Toda colaboracao e paciencia sera bem vinda, nao tenho mais a menor vontade de fazer esse feijao com arroz musical, ja deu essa formula pra mim...
Quando voce escolher suas roupas para cantar pense que, ao enverga-las, estara desenhando a propria voz! So isso basta para se criar um bom espetaculo. O resto e um corre pra la, abaixa aqui, acende lampada la... estou farta disso, quero musica boa, executada com carinho, pra DOAR ao povo... o que se colher de alegria do processo sera lucro para todos... bom dia do trabalho.

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