sábado, 20 de abril de 2013

Dia de Santa Inês de Montepulciano


*post do facebook

Ha dias, rabisco os autos e aguardo.
Nao eram momentos de lamentacoes
ou de acentuar egotismos,
mas de aceitacao e renuncia.
Portanto, as palavras careciam
e merecem,
ponderacao.
Alguns chorares
eu guardei em caixa particular,
que acaba aberta ao publico
no dia em que eu me for...
ou cai na lixeira internautica...
Falo mesmo das banalidades terrenas,
de certas vaidades
em que os cotidianos podem resumir-se
caso percamos o bom senso.
Eis Jesus, tracejado em mosaico,
com Sua foz hebraica
com Sua tez galatica
com Sua voz em chamas
e Seu alo atomico,
a nos lembrar que existe mais
do que e possivel perceber.
Deixei passar o dia de A Novidade


como um dia de partida,
de adeus e viuvez.
Deixei passar o dia de Santo Espedito
sem pedir-lhe causa alguma.
Partido, meu coracao empedernece.
Doi amar assim, tens razao, My Lord.
Nao me sai da cabeca
a busca pelo a tempo
dos acordes, tampouco a posicao incomoda
da mao esquerda sobre as cordas.
Espero quase triste pelo novo instrumento que adquiri,
cheia da ternura juvenil de quem se permite
desbravar o deserto a pe.
Nao me sai da memoria
a dificuldade de fazer-me ouvir,
compreender,
de ouvir e compreender.


Nao posso deixar de pensar na sofrida crianca
abandonada ao mundo e cheia de manobras psicologicas
de afrontar espirito enfraquecido.
Ando alerta, minha menina... e sigo so!!!
Porque e preciso seguir!!!
O que foi feito, amigo!
De tudo o que a gente sonhou...
O que foi feita da vida,
o que foi feito do amor...

"O que foi feito, amigo,
De tudo que a gente sonhou
O que foi feito da vida,
O que foi feito do amor
Quisera encontrar aquele verso menino
Que escrevi há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade,
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito,
Mas vale o que será
Mas vale o que será
E o que foi feito é preciso
Conhecer para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza,
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Nós iremos crescer,
Outros outubros virão
Outras manhãs, plenas de sol e de luz
Alertem todos alarmas
Que o homem que eu era voltou
A tribo toda reunida,
Ração dividida ao sol
De nossa vera cruz,
Quando o descanso era luta pelo pão
E aventura sem par
Quando o cansaço era rio
E rio qualquer dava pé
E a cabeça rodava num gira-girar de amor
E até mesmo a fé não era cega nem nada
Era só nuvem no céu e raiz
Hoje essa vida só cabe
Na palma da minha paixão
Devera nunca se acabe,
Abelha fazendo o seu mel
No canto que criei,
Nem vá dormir como pedra e esquecer
O que foi feito de nós"

Ah, Santa Ines,
valei-me,
eu que resvalo tanta vez
as casas de meretricio psiquico
do meu intimo...
Valei-me Senhora
a quem Jesus visitou...

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