domingo, 7 de abril de 2013

Conteudo sem forma


 *post do facebook

E só faltou ele dizer: E não beba o nosso produto...

O que fica para mim, de bem marcante no texto
é a frase:  Não espere nada de ninguém, esperar dói.
*
Estou trabalhando mais do que em todos os tempos.
Fica-me a bola de borracha,
bem como os afetos gerados pelo meu trabalho.
Sinto falta de ter construido o ninho,
para onde o empresário deveria ir
após seu turno oficial enquanto produtor.
Ai nao teria entregado o jogo no final,
teria agregado valores de sua busca empresarial...
*
Reconheço em mim uma família grande, gerada a partir do meu trabalho,
com características semelhantes às células-ninho que já frequentei.
Ontem  mesmo estive numa dessas, sui generis.
A moradia parece colmeia, povoada de pequenos
quartos-vidas individuais,
que produzem mel para que a colmeia sobreviva.
Nada de espaços largos,
mesmo assim tudo é arejado, iluminado e limpo
e disponivel,
com regras claras.
Há sempre roupas no varal.
Há sempre um prato de comida quente e reconfortante,
estilo caldo de feijão após uma madrugada de canto.
Ontem havia uma mesa posta com toalha branca,
cartas de baralho para ler
e um bela cigana vermelha de ceramica
iluminada por uma vela.
A visao impos receio e respeito.
A colmeia gerou um filhote moradia,
que comporta familia em botão
e dali nascerá um São.
E ali eu sou acolhida, uma ou duas vezes por semana,
para estudar música,
para fazer música,
para aprender o valor do amor,
das bodas de uma familia planetaria.
Para empregar sonhos
em algo util...
*
As cartas que a vida nos apresenta estão todas
a falar da mesma coisa:
Viva!
Vou viver.




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