terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Orfeu na neutra vida, eeeeeeeh!


*https://www.facebook.com/pages/Anonymous-ART-of-Revolution/362231420471759

Apelo para a neutralidade energetica da vida.
Porque entao algo esta errado em mim.
Estou arrasada.
Meus labios estao secos.
Minha garganta e fogo.
Se diviso avioes, bicicletas, quero ir com eles.
Quero ir sem olhar para tras.
Quero desesperadamente apartar-me.
Quero ir ter com Hades.
Quero o colo de Demeter.
Sou Orfeu despedacado.
Tenho o coracao aos cacos.
Mais pisado que o coracao,
so minhas maos que tentam mante-lo batendo,
a base de monjolo...
"Como a um relogio de repeticao"...
Tenho estudado
e os tratados mandam suportar,
sem resmungos.
Que tenho mandato de seguranca
impetrado contra mim.
Assinei la com Deus, ja disse.
Nem posso supor por quais delitos,
devem ser gravissimos...
Voltei ao carcere privado,
humilhada,
minuscula.
Posso sair quando quiser,
ir para onde quiser,
a vida nao e neutra?
Posso fazer da tarde enfatica
o mar da neutralidade.
Nao gostaria de me portar, perante esta neutra senhora
que e a vida,
como rebelde sem causa.
Supliquei auxilio, que veio pelas 7 da manha...
Ja posso articular pensamentos,
tenho alguma decencia
e vou, entao, ler a tese da dona de Campinas
olhar o devir daqui a dez anos,
porque escrevi um cruzeiro europeu
lembra?


 INVENÇÕES DE ORFEU
Jorge de Lima
Canto III
XXIII
Quando menos se pensa
a sextina é suspensa.
E o júbilo mais forte
tal qual a taça fruída,
antes que para a morte
vá o réu da curta vida.
Ninguém pediu a vida
ao nume que em nós pensa.
Ai carne dada à morte!
morte jamais suspensa
a taça sempre fruída
última, única e forte.
Orfeu e o estro mais forte
dentro da curta vida
a taça toda fruída,
fronte que já não pensa
canção erma, suspensa,
Orfeu diante da morte.
Vida, paixão e morte,
– taças ao fraco e ao forte,
taças – vida suspensa.
Passa-se a frágil vida,
e a taça que se pensa
eis rápida fruída.
Abandonada, fruída,
esvaziada na morte,
Orfeu já não mais pensa.
Calado o canto forte
em cantochão da vida,
cortada ária, suspensa.
Lira de Orfeu. Suspensa!
Suspensa! Ária fruída,
sextina artes da vida
ser rimada na morte
Eis tua rima forte:
rima que mais se pensa.

*Isso aqui estava numa posta da Karla Izidro. Tomei-o, como que para atenuar meu muxoxo com a vida...

SINCRONIA
Elusiva felicidade

Da 1h49 de terça-feira 15-1-13 até 7h34 de quarta-feira 16-1-13, horário de verão de Brasília, a Lua que cresce em Peixes está em trígono com Saturno, sextil com Mercúrio e Sol.

A elusiva felicidade é o estado de união com o que você, mental, emocional e fisicamente ansiar.
Enquanto houver distanciamento, limitação e separação, a elusiva felicidade brilhará pela sua ausência.

Como nossa humanidade ignora o princípio divino que alinhava todos os mundos, do infinitamente grande ao infinitesimalmente pequeno, não é admirável que a maior parte do tempo sejamos infelizes, pois estamos exilados do estado de união, não porque condenados ou punidos, mas porque simplesmente deixamos de fazer o necessário para perceber a união e interdependência de tudo, o que resultaria no estado de felicidade que continuamente buscamos através de detalhes que, enquanto duram, nos brindam com felicidade, mas com uma que, como comprovado, não perdura.

Assim, migramos de objeto em objeto, de relacionamento em relacionamento, de destino em destino, estacionando durante um tempo numa condição que nos brinda com essa elusiva alegria, que é estar unidos ao que buscamos, mas nada perdura, porque não é ainda o real fio de meada, o divino, o único capaz de produzir a elevada experiência de felicidade absoluta, essa mesma que a racionalidade moderna renega, aconselhando não buscá-la, pois seria apenas uma ilusão.


Ilusão mesmo é o estado de separação do divino.


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