sábado, 12 de janeiro de 2013

Lumus maxima

*descobrir Portugal, foto de John Agostinho

O que se pode fazer quando o espirito quer voar?
Dorme-se.
Entao pus-me a dormir nos ultimos dias,
horas e horas e horas de dormir,
no afa de aquietar-me, recompor-me,
tratar-me de Luz.
Somente escuridao, brumas de ver,
o profundo contato com a sombra do self.
Completa-se enfim o processo de individuacao.
Estou na estacao, a espera da manha
que me venha com sol.
Ainda ha cansacos de nao me dar conta,
como se houvera puxar pedras ha eons.
Como conduzir um sonho que me mostra ao volante,
seguindo estrada escura, sem sinalizacao, uma gangorra
um carro em mal estado
e eu a guiar de olhos cerrados pista acima?
Ha que se perguntar igualmente
se estao por perto os guardioes
se algum me deixou a propria custa nessa jornada
muitas vezes cega
razao que venho desenhando...
Espero ter feito algo de util no cinquentenario caminho.
Espero vir a fazer algo de util en el settantesimo ano
dell'età raggiunta.
Que so tenho para dar a voz das minhas cancoes.
As carencias, eu as conduzo eu
no carro que governo via acima.
Livra-me, Deus!
de guardar rancor.
Ajuda-me, no exercicio exaustivo de perdoar,
a mim em especial.
Olha por todos nos, condutores de corpos
senza luminaria
nos confins da Terra...
Vela por nos, querido Santo Antonio.


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