segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Intertextos corteses, que Joana me perdoe as tonterias


* tumulo de Dona Ines de Castro, foto de Dina Aparicio




Curitiba, 28 de janeiro de 2013. Neste ano longínquo da graça de Nosso Senhor, ouvindo O Canto III d os Lusíadas, que posso eu dizer a respeito? Posso avisar-te, Sua Majestade, que esperarei brandamente o momento de avistar o Reno, desde que contigo o possa aflorar para o que fazer, Senhor meu? Para mira-lo mirando teus olhos azuis e só, ora pois.  Que nada é preciso além disso, quando o contemplativo tem função de alimento da alma. Persiste a ideia soturna de inexistência, mas é desculpa, preguiça belo homem, amo-te demais para fenecer. Temo que, amando-te, eu perca de vez o respeito por mim e esse é o trabalho a que devo debruçar-me, enquanto a vida me permite excelências e coerência. Cabe-me lavar os cabelos, catar-me às pressas e seguir meu rumo, secando a manha, cobrindo os peitos para debandar, já a pino a cuidar eu, plebeia, das minhas sedinhas e rendilhas e tonterias, que nada tenho a dar-te senão literatices melódicas. Essa é outra questão: donde tirei que nada tenho a dar-te? Se nada tenho a dar-te, por que perco meu tempo a importunar-te os dias, ocupando-os com meus arrulhos? Ri-me a imaginar a mesa posta, almoco frugal de olivas, carne assada, pao, queijo e vinho tinto da casa. Ao lado de tua tigela de flandres, dobrada uma bordadura com palavras doces, em lugar de goiaba vermelha madura... e tu, as maos engorduradas, sem saber se me desacata ou beija...como almejo tal imagem, Deus... Arrumo sob as vestes de frio o pobre farnel ao qual ajunto agulhas, fios e linhos e pergaminhos e pena e tinteiro e alaúde. Teus ternos dedilhados me soam aos ouvidos, amado amigo e vou, para ver-te na quinta, mesmo que de longe, e nada mais.


e bem bonito ir encontrando umas coisinhas pelos caminhos internauticos, que podem bem ajudar na evolucao ou fazer mergulhar na literatice a que se refere Joana, se e que entendi bem o estudo de ontem...mar vitual de navegar...
historias confusas, quanto andamos para evoluir. e as historias seguem confusas, literatas, primevas, muitas vezes findando em chamas, em verdadeira varredura de Sodoma. 
Deus abencoe Santa Maria.


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