terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E e um nao mais parar de conhecer


Lambe-lambe que pede "Mais amor, por favor", no viaduto Antártica, em São Paulo
*folha de sao paulo online


Estou aqui me batendo para encontrar o caminho do tema e vem o cara...http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1211137- falta-de-amor-nao-e-o-maior-problema-das-grandes-cidades-diz-filosofo-britanico.shtml. Trata-se de Simon May, professor do King s College e autor do livro Amor - Uma historia.
Para ele, o sentimento está supervalorizado: ocupou o espaço deixado pela religião e se tornou o novo deus do Ocidente.
"Somos todos fanáticos. Exigimos que nosso sentimento seja eterno e incondicional e camuflamos sua natureza condicional e efêmera. É a mais nova tentativa humana de roubar um poder divino", disse, em entrevista à Folha.
De acordo com o filósofo, a religião do amor incondicional é reforçada pela cultura. Ele cita filmes em que um dos personagens não quer saber de namorar e só pensa na carreira. No final, ele sempre descobre que sem uma paixão sua vida não será completa.
Tanta pressão em cima de um sentimento frágil e humano, para o autor, termina em frustração coletiva. "Nada humano é verdadeiramente incondicional, eterno e completamente bom. Essa é uma forma de amor que só Deus pode ter. Esse entendimento gera expectativas altas, que relacionamentos cotidianos não são capazes de suprir."
O mesmo defende o filósofo alemão Richard David Precht, autor de "Amor - Um Sentimento Desordenado". "O papel de nos aceitar por inteiro, com todos os nossos defeitos e limitações, cabia a Deus. Hoje buscamos alguém que possa cumprir essa função e ainda dormir conosco. É realmente pedir demais", diz. ROMANTISMO
No livro, Simon May traça um histórico das diferentes concepções de amor ao longo da história e atribui ao romantismo do século 19 a culpa pela supervalorização do sentimento.

E a entrevista segue, muito bacana. E sita ainda Regina Navarro Lins e seu livro O livro do amor, 2012, em dois volumes.
Tratar de mergulhar no processo.


Sonnet de la belle cordière
Las ! cettui jour, pourquoi l'ai-je dû voir,
Puisque ses yeux allaient ardre mon âme ?
Doncques, Amour, faut-il que par ta flamme
Soit transmué notre heur en désespoir !
  
Si on savait d'aventure prévoir
Ce que vient lors, plaints, poinctures et blâmes ;
Si fraîche fleur évanouir son bâme
Et que tel jour fait éclore tel soir ;
  
Si on savait la fatale puissance,
Que vite aurais échappé sa présence !
Sans tarder plus, que vite l'aurais fui !
  
Las, Las ! que dis-je ? O si pouvait renaître
Ce jour tant doux où je le vis paraître,
Oisel léger, comme j'irais à lui !
 Louise Labe
 
do i ching: 
 
 Assim a reverência é o fundamento da verdadeira cultura.

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