domingo, 13 de janeiro de 2013

Amor e flor na contemporaneidade


*art & revolution


Com minhas leituras a respeito de sobremundos, supernovas, planetas com dois sois, evolucao, demencia, meditacao e a mais delicada poesia, guardo muitas imagens e impressoes. Fico chocada, encantada, aterrorisada, adquiro vitalidade, esperanca, pamo, asco, prudencia, compaixao. Eu nunca me dediquei a assistir filmes de terror. Prefiro desenhos animados, os politicamente corretos em destaque. Nao, nao fala politica. Quem sabe fosse interessante injetar-me o horror, a decadencia, a animalidade humana, para que eu me abrisse a causas sociais, a fenomenos de massa, ao caos coletivo, eentao eu  escreveria novas cancoes campesinas.  Melhor ainda, devo encarar a Marechal Deodoro, ou a Reboucas a noite, em tempo frio e chuvoso, para lembrar somente das imagens que vi ali.
Ao deparar-me com esta foto romana, que ai e a Praca de Sao Pedro, da dama sendo amorosamente amparada por esses quatro cavalheiros, qual princesa em traje de gala, imagem teoricamente deste mundo contemporaneo, em transicao planetaria... envoltorio tao reto, tudo certinho... e o desvario assim nu, fico em silencio. Desconheco a reivindicacao da jovem. Fanatismo, suponho. As autoridades policiais cumprem sua funcao, segundo dizem. A frente do carro, onde nao se ve, jaz o patibulo, com o carrasco ao lado, clava acesa. La se vai mais uma bruxa em flor...

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