segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Solitudine

Foto: Mana Liaaa... :-)
 * do álbum de formatura da lindíssima Paula Abreu, minha irmã espiritual de grande sintonia.

Hoje eu teria que jogar a toalha
e dar o ponto a uma colega de academia:
não é possível sustentar determinados argumentos...
sorriso, diplomacia, elegância, silêncio,
às vezes tudo é vão...
eu não sou mais eu,
eu não me adapto ao meu próprio umbigo...
e sinceramente lamento algumas escolhas,
mas são escolhas alheias...
Vou equilibrar-me no que disse ao meu amigo:
olha, eu ainda prefiro uma trinca de gatinhos
uma Bel e um Giro,
mesmo sendo Giro
um devorador de gatos.
Não sei, eu me dou com eles,
eu me acerto com eles
eu era caçador, leopardo, lince, leoa, não sei...
Deus sorria tanto hoje a tarde,
sorriso de fogo,
bola cósmica no céu,
que chorei.
Mas senti no seu sorriso
o alento contra as decepções
que ainda me perturbam...
Eu espero chegar naquele estado
a que se referiu André Romano na oração...
E eles se desentendendo pelo que vão vestir,
enquanto a música sofre...
De vez em quando me lembro:
o que foi feito daquele casal de pastores alemães
maravilhosos?
José Carlos de Proença,
um tiro na nuca...
saudade tua,
muita...

Quando vierem as rimas te escrevo, Paula.

Boa noite a todos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

novembro musical

Sem alarde O memorial dos olhos quentes da mãe Nenhuma culpa História Os encontros soprosos. Dava gosto! Como tecer um p...