terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Queremos, ainda nesta vida, chegar a dominar a telepatia. Para isso, trabalho sobre o que se deteriorou.

*post do facebook


Pela manhã participei de uma atividade cultural na escola onde trabalho:
O tema escolhido foi o Hino Nacional Brasileiro.
Acredito que quem acessa este  blog já sabe que meu ofício é cantar.
Cantei, ternamente, como faço pela manhã,
ainda durmo, mesmo em pé,
mesmo quando o sol está a pino.
Desperto pelas dez.
Herdei essa sina de meus antepassados felinos.
Bem como herdei o dom de voar, de meus antepassados dodôs.
Bela melodia a deste Hino, bela poesia,
uma ode,
a sublimação de um país que é,
talvez,
maior do que cantou o Duque Estrada...
Seu Duque, fiquei com a impressão de ter esquecido o terço final do poema,
ando assim, esquecida
coisa de apaixonado tardio
ou de falência neurológica...
Olha, suponho que é por conta da primeira sensação,
ando assim, com a alma nas mãos...
Mesmo assim,
esquecendo,
do que lembrei,
eu tratei de exaltar com certa doçura alguns trechos,
chamar a atenção em outros
e dizer que sim
o Brasil é Belo Belo.

Não consigo te esquecer.
Nem quero fazê-lo, já disse.
Eu quero que este amor
que te devoto
perdure
madure
suporte
e atravesse a barreira do som.
Quero dar-te este amor,
em forma de canto
de flor
de poesia
de telepatia.
Do alto da minha presunção,
vejo-te aqui comigo, agora,
observando o traçado dos fonemas,
adivinhando seus sons...
imaginando onde um poeta de meia pataca pode chegar
em se tratando de arregimentação de palavras de efeito...

É mais do que feito, meu céu...
talvez tenhamos nos encontrado
em outros mundos
outros tempos
quem sabe em situações adversas,
quem sabe tenhamos
dessas pendengas no prelo,
como noticiam Dona Yvonne Pereira, Emmanuel...
É estranho, pois apesar de saber-te
aqui e agora,
em outra espaçonave,
em outro quadrante,
tenho a impressão,
romanesca talvez,
mas impressão
de que já estivemos
mais afins do que somos,
de que somos um do outro
de alguma maneira.
Aceito o desafio
de resolver as  minhas dívidas,
de encontrar a causa,
de fazer o que for preciso
para que no final
o amor maior,
em seu atributo máximo,
prevaleça.
E que possamos nos auxiliar
e a quem mais pudermos,
quando a matéria perder sua densidade
e virarmos feixes de luz.

Quero virar espaço pleno.

Fico com a impressão também
de que não saberia falar-te
tais versos,
não de improviso,
porque aqui neste veículo
disponho de borracha eletrônica.
Querido,
te desejo bons dias,
bons ventos,
bons ais,
boas viagens.
Eu te amo.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

ensaios

baú patrimônio  imemorial oxidação teus passos meus passos abstinência arco e chifre olhos plácidos camisa alva e p...