quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Curvas


*post do facebook


Hoje recusei aquela cadeira sem curvas
sem corpo
sem perspectiva
as vezes sou sim
um canideo rosnador...
cheguei a 322C
e ela esbelta
quente
abafada e vazia...
olhei aquele mundo de audiencia...
olhei o celular...
olhei as minhas musicas...
os horarios dos colegas fapeanos
por fazer,
livros de chamada por fazer,
dois relatorios ainda por fazer,
tanto por fazer...
quando os quatro chegaram
era tarde demais
meu coracao irremediavelmente devassado
ouvi informes sobre
crematorios
de animais
nem sabia que havia...
experiencias com animais
ratos
tucanos
curicacas
urubus
cavalos
o coracao devassado esboroou...
levantei-me e sai
altiva por ser quem sou...
um cisco no universo infinitezimal...
conversei com um poeta
que foi fazer filosofia
com visao romantizada
e deu de cara com lacos
para seus brainstorm literarios
recomendamo-nos
Goethe
Truman Capote
Dante
e mais alguem que agora me foge
e poderia ser
o Ensaio sobre a lucidez.
Acabamos a conversa
olhando para la,
coracao partido,
o amor tem gosto de oxido
de alguma coisa.
Deus e seu sorriso
entre misterioso
e monetiano
me fez chorar feito bebe.
A vida e assim.
Niemeyer teve a mais linda vida
que conheco.
Fico feliz
de saber um minimo que seja dele
de poder ficar horas
sob o arco metaforico e aquoso do pinheiro
que todos veem gestalticamente
ou reducionisticamente
como olho...
Lembrei-me do possante veiculo
que o Sr. Roberto Requiao providenciou
para que pudessemos transitar pelo olho
do jeito que penso que deve ser
eu, digna, ereta
livre
despida de amarras,
de correias
machucando minha pele
rasgando as minhas calcas
saias
vestidos
e curvas

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