segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dezembros de um ano dourado

Uhu, tem dia pra gente como eu... dia da pessoa com deficiência...
desculpe, mas então é um dia de todos nós, incipientes em...
isso porque eu não tenho mais vinte anos,
senão enviaria uma carta malcriada ao Congresso,
agradecendo calorosamente a lembrança
e ainda pedindo para que decretem feriado
e nos financiem um supercuidador
com direito a limousine e hotel de luxo...
"bando de mala"...
Bora lá fazer o que tem que ser feito,
pra podermos subir,
descer,
entrar,
sair
sem ter que contratar uma babá...
                           *
essa noite sonhei coisas estranhas...dentre elas que estavam experimentando em minhas pernas umas faixas adesivas, que me proporcionavam sustentação... sai caminhando tropegamente, sem bengalas, mas caminhando sozinha...engraçado, o ego de Yung nunca havia me dado sonhar com essas coisas... coisas tão resolvidas, tão supostamente resignadas...
                            *
sonhei também que um homem, ser, muito Jesus sobre a Terra na aparência, exorcizava-me. Parecia que ele não queria assustar-me. Disse as palavras telepaticamente mas eu as ouvi, e logo uma energia desprendeu-se de mim, com um tranco... muito real, muito mesmo... aí é que veio a história das bandagens nas pernas...
                            *
Não, não como um filho... como um homem jovem eu o vejo, talvez o melhor que já conheci, na franqueza com que expõe sua masculinidade em todas as idiossincrasias, não sei explicar muito isso, está na pele, nas sensações... eu gostaria de namorar um cara assim...e não se trata de não alcançá-lo, de algo proibido separando-me de tocá-lo... é assim que é, ele já fez a escolha dele. Fim! E pela primeira vez vem funcionando para mim, elucidado, um novo ponto de vista para interpretar os registros conscientes, para revisar o conceito de ego sob a luz de Yung. O exercício me dá a compreender esse é assim como algo notável, factível, de dizer tá, é isso? então tá, é isso...
                              *
Por outro lado, o que se passa com o outro homem é estranho... eu não sei de onde está prevalecendo ainda uma senda verde, oliva, um sopro de esperança, embora eu ouça a consciência berrando é assim também, moça, não vai acontecer nenhum milagre... aqui tenho custado a sossegar...
                              *
Bora lá, que o dia hoje teve tudo para descarrilhar e só fez bem cantar o texto de Dante, tentando adivinhar seu conteúdo...

 "... A nossa vida é como um arco encaixando e girando ...
Até agora, temos que a juventude la no ano quadragésimo quinto se realiza:
e desde a adolescência até os 25 anos vai transcorrendo a juventude, para que comece a descida, que é, a velhice, que é também o tempo que sucede a juventude;
e assim se acaba a velhice, em setenta anos ... 

È  bom saber que a nossa natureza é razoavelmente em linha reta e continua em nós, porque nós vemos a natureza no processo das plantas;
E ainda outros costumes e outros comportamentos são razoáveis ​​numa idade mais do que em outra; em cada uma a alma procede, de maneira generalizada, ordinariamente de um modo simples, usando seu próprio tempo e seus atos frutos são comuns. "  Dante


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