segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Verde, aspero, porem rentavel.


*google images

Quando as estrelas vieram visitar a Terra,
depois de concluida a Criacao,
dominaram todas as sombras e recantos esquecidos.
Terminando seu giro, retornaram ao veludo da noite
e se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer.
Todas volveram, menos uma, por discreta determinacao do rei do firmamento.
E quando deram conta da sua ausencia,
os demais astros buscaram-na aflitos, de longe.
Entao perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo,
a sua luz faiscando em tom verde.
Por isso e que a esperanca nunca abandona a vida.
                                                                                    Tagore.


O Sr. Pessoa provoca-me a tal ponto
que fico sem chao.
E bom, num certo sentido, que vou trabalhar,
aqui da minha bancada, no sentido de escrever
versos pouco mais que simplorios.
Hoje meu gato fez como se lhe violassem a paz.
Nao tenho certeza se cuspiu o corticoide
que lhe damos para curar a pata, ja quase fechada a chaga.
Guinchou, lembrou-me porquinhos no abatedouro...
Consegui, com o auxilio de um lenco de papel e alcool,
retirar de sua cabeca nao sei que ser, vivente por suposto,
ficou uma marquinha de nada.
Talvez eu pudesse fazer como a dona
dos dezessete gatinhos de que ouvi falar.
E me tornasse cuidadora deles.
E me sentisse menos bruxa.
Que de gentes nao sei muito de acolher.
No entanto, o que me cabe no momento
e a fumaca do cigarro do Sr. Pessoa
e uma certa aspereza.
Nada direi se sim se nao, se sou ou nada sou.
Essas coisas eu as deixo a pensar nem sei
Spinoza talvez.
Volto o olhar para A Condicao Humana
e Arendt acena entre repreensiva e acolhedora
vem, vem ler o trabalho que escrevi
colhido das vivencias de guerra.
Larga mao de tanto rilhar os dentes
e senta-te, a fazer o que deve ser por ti feito.
E o que vou fazer, render.
Abracos a todos.


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