quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Eu queria ser homem


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O que dizer do cotidiano?
Quero sair, ver o sol, a estrada, a estrela.
Ainda tenho gas para compor,
duas cancoes novas hoje,
tres talvez,
se contar que vesti uma,
junto com o Rei,
como se veste a uma boneca de papel,
modelo novo
em Cassiano velho
um lindo poema do Sr Cassiano Ricardo
Cancao do monjolo...
O que dizer do cotidiano?
Frango na cerveja,
arroz bem soltinho
com um toque de oleo de oliva...
uma vontade estonteante
de abrir um pequeno restaurante...
ser tradutora juramentada, que tal?
Uma conversa de gente,
grande,
uma dor tao pungente
no fundo de tudo
o que pode ser belo,
o que pode ser melhor
do que tudo que ja foi...
A dignidade banguela
por um fio...
O que dizer  do cotidiano?
Eu queria ser homem!!!
Nunca fui tao mulher...
O amor egoista insistindo
em exigir guarida
comocao
e exclusividade...
Medo de ser espicacada outra vez
por dizer do amor que tenho...
Licoes para aprender
em quatro anos,
que devem ser aprendidas
rapidamente,
nao tenho quatro anos...
Tendencia a vender
minha alma a Tom Waits...
Qual e o sentido da vida...
Lonely...
Os labios rachados
substituem beijo
por
Babbino Caro,
o Sol Sustenido 4
de prima dona
ritenuto
nos saltos agulha
da primeira vertebra lombar,
o amor...
Nos tendoes,
Nos orgasmos
inconclusos
a minha imensa solidao...
Eu queria ter sido monge...
O livro do Desassossego
vira obra prima
em minha voz...
Quem ouviu?
Quem se importou?
Hoje eu digo:
Eu queria ser homem!!!



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