domingo, 11 de novembro de 2012

Digressoes de um filosofo incipiente


* descobrir portugal - foz, porto

Os tecidos dos dentes das galinhas estao ali,
adormecidos em seus bicos...
as fotos esparramadas
e sugestoes de bicadas
assim o informam...
Por que estaria eu sempre a suspirar pelos cantos,
com cheiro do seteccento sob a pele,
uma pena, um pergaminho,
gritos de timoneiros
e voos de baleias nos sonhos,
incurcoes ultramarinas,
agua salobra e laranjas...
Fechado em meu casulo
como se o horizonte atavico houvera evanecido
assim do nada
teimo lembrar legados ancestrais,
que detenho,
para que possa, alhures, compreender
certos humores e suas flutuacoes
em mim.
Inquieto, insatisfeito,
cheio de premonicoes,
brigando com a incipiencia,
tenho olhos, e ouvidos
e uma pequena sumula de ousadias...
e nove memorias, menos talvez,
que posso acionar
quando nao estou tao so.
Gracas, a esperanca prossegue
espumando sobre a vaga
e canta as possibilidades
e o vir-a-ser
pode, entao,
vir a ser.
Os novos filhos estao chegando.
Eu e que estou partindo...

http://etikeles.blogaliza.org/files/2012/01/sari.jpg*blog da biblioteca


Nenhum comentário:

Postar um comentário

novembro musical

Sem alarde O memorial dos olhos quentes da mãe Nenhuma culpa História Os encontros soprosos. Dava gosto! Como tecer um p...