domingo, 18 de novembro de 2012

Confissao ancestral

* Coimbra, em dia de festa

Queria dizer-te eu te amo.
E e somente no anonimato deste post que ouso faze-lo
por hora.
Queria dizer-te que quero morar contigo
quero casar-me contigo
quero dividir o canto e a vida contigo,
mesmo que o aluguel seja insustentavel
para minha condicao social.
Quero ir a Coimbra
assim, em dia de festa
contigo.
E e somente no anonimato deste post que posso faze-lo,
por hora,
este convite inocente
incipiente
quem sabe indecente
e comprometedor.
Senti minhas maos a ponto de incencio
tamanho o desejo de estende-las em tua direcao.
Senti nascerem asas em minhas costas
Tamanho o anseio de erguer-me
e envolver-te num abraco sem fim
e que dissesse, quente,
eu te amo.
Tu nao aceitarias tais ditas, e o que suponho.
Eu quase que te disse
eu te amo
ali naquele atimo,
que quereria parasse
para que eu soubesse uma maneira de faze-lo
peremptoriamente.
E o que eu faria depois de dizer-te,
o melhor das minhas frases,
o mais sincero movimento melodico
da minha voz?
Eu te diria outra vez
eu te amo,
eu te amo,
mesmo que tu me aniquilasses,
o que quer que isso signifique
eu te amo
a alianca cristica
eu te amo
o suspiro de uma carencia
eu te amo
os dias repetidos de solitude
eu te amo
o cumulo do egoismo
eu te amo
o calor intenso que me invade
e acende-me arco-iris cosmico
e me deixa assim
entre festa e lapide.
Eu te amo,
e isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

verso bordado

Lá fora a luz do dia, baça. Tu me disseste qualquer desafeto, verso E foste embora sem adjetivo que se interpusesse. Eu, às...