terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rimas de Lenine não sei que número, acho que 11.000

* google images


Eu vi os teus jardins.
São belas as tuas camélias,
buganvílias
lilazeiros.
Um cheiro de flor
embebedava o ar
e eu
que buscava o descanso
das açucenas
chamei-te amor.
*
E assim,
sem tardança,
tomei um gole
de cassis
meu amor,
que me fibrilava o peito.
Teus olhos
pouco me viram,
eu,
e o horizonte em flor.
*
Lavantei sobre as camélias
a bandeira anarquista
para dizer: não fala política!
*
Quem é o responsável
por essa baderna na Terra?
Quem pode apontar o dedo
nessa bandalha terrestre e impingir
responsabilidade?
*
Homens, ratos
ou mulheres tímidas?
Ou putas?
Ou mães?
Ou barrigas?
Ou galos?
Ou Reis para o amor
Ou donzelas em flor?
*
Perdi-me na tarde
corredeira,
pura flor,
puro amor,
com teus olhos na mira.
*
Fui dar no câmbio,
trocando meus pesos.
*
Não há previsão
de encontro.
Não há pactos,
litígios,
memorandos,
tratados
ou armistícios.
Há a idéia. Pura.
Há o ocaso das gerações.
Há os passadiços,
ah, os passadiços
cheirando a flor.

Obrigada aos 11.000 acessos.
Visitem, quando puderem, outros posts deste blog. 
Estou sempre procurando a melhor fundura poética.

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