quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Rimas de Lenine 2

* google images

Querido Santo.
A alegria
por amor
que me invade
noite adentro
eu não a posso rimar.
Eu a arranjo
em coplas quebradas
para Te ofertar,
migalhinhas de pão
para que Tu alimentes os passarinhos.
Não me cabe no peito
esse amor
tal bem-aventurança,
queima-me os lábios
amortece-me as mãos...
Só meu coração
insone
se apraz
de bater
como vagas
agitadas
em mar bravio,
a sincopar com gaivotas
euforias em flor.
Cuida dos meus piares,
Amado dos pés nus,
que eu quereria cantar
as alegrias de amor
para Ti,
buscando-Te
pelos interiores
dos brasis
pelas costas
por Açores
e Madeira
e Cabo Verde
e Lisboa.
Toma
estas
trovinhas singelas
glosas
alalas de toda espécie
tangidas em arame
por gentil rei dos Urais
para Te louvar.
Separo alguns doces bagos
desses versos
com a Tua licença,
para dá-los a Antonio, Teu amigo
e confidente meu.
Abraça-me,
querido Pai dos uirapururs
com Tua singeleza.
Cuida de mim.
Cuida dele, o rei,
ai protetor dos biguás.
Que assim seja.

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