sábado, 20 de outubro de 2012

Novos museus, novas máscaras, sobre travestir-se e o teatro voador

 
* Guillaume Seignac. Un Pierreot un po' birbante! Ma che fa, bacia o morde? 

Para Phelipe Tisoni

Mediterrâneo, filme dirigido por Gabriele Salvatores, de 1991, Oscar de melhor filme estrangeiro. Já falei sobre ele algumas vezes. A língua italiana, ou qualquer italianidade remontam-me a esta produção, encantadora. O que o quadro de Seignac faz em meio a italianidades, então? Regra básica, para pensar em sequencia depois. Dessa trama aparentemente sem nexo vem o tema do conto, logo! 
Alguns humanos ainda se importam com acessibilidade, e criam museus particulares na Internet. Em alguns momentos eu os visito e é puro deleite. A escola onde trabalho, ao invés de nos por para correr de seus teatros, deveria ter as paredes forradas de reproduções, ou de peças feitas lá, por seus pupilos e mestres. Poderia possuir alto-falantes, distribuídos nas alas, e esse seria um veículo de recitar poesia, cantar canções, fazer digressões caóticas sobre filosofia e outras ias... mais parecem, seus corredores ocos e escorregadios, pseudohigienizados, pseudouniversidade, sala de espera de dentista, caixa apenas, personalidade acéfala, sem pensamento na zoeira do pensar de tantos... Eu, com dor de cotovelo porque a IES está crescendo e não me carrega com ela, eu que já fiz tantas por lá? Magoada com a ação do coordenador do teatro? Sei lá, tô escrevendo o que sinto, a minha pena de tantas carreiras terminadas em desastre, férias no exterior após alguns anos administrando bens alheios, sumiços, aposentadorias e artigos e dissertações engaiolados, ou feitas livro de poesia, que venho acompanhando... lá fora uns varais mirrados, com garatujas infantis pedindo para não pagar as taxas, as de protocolo e petições, porque afinal não se paga a matricula, bem como chefaturas de DCEs me pedindo para protocolar... faz sentido?... sem musica incidental, só cheiros, horários instituidos, interferências do absusrdo, do sujo, do sexo livre equivocado, da licenciosidade, do mal feito, do amplificado, um não ao note to note, só barulho antimusical, soundscape deste tempo, alguma razão ela comporta, a soundscape, eu é que trate de dessacralizar tudo o que sinto, não e? o "todo amor é sagrado e o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor..." que vá as favas besta!!!, negócio é sair correndo atrás, entrando em competições iguais aos equívocos do sexo, vou fazer o que?... Eu posso refazer os caminhos das aulas de canto quando vejo as estampas de máscaras. E qual a importância disso? Para aqueles olhos molhados de desenho animado... para mim? Por que falar em travestir-se? Em filosofia clinica? Eu sou um ou muitos? Falar em canto arte? E por que vieram nesse ínterim os egressos, que se travestiram e fizeram vida no mundo do canto de um jeito, pelo menos para mim, imprevisível? Arte, produto, intenção de, os cambau, eu quero ir embora!!!...
Não pude deixar de associar essa mordida de Seignac à máscara de ontem... voce terá que ler os últimos posts, lo siento, tenho evitado ser mordaz, ou revelar certa inveja ao suposto brilho de tais máscaras, saudade, quem sabe, de mordidas de pierrot... será o Coringa, pensei, quando encarei a primeira máscara vista ontem... nada, um pierrot, o lunaire, quem pode saber... sem máscara, o cantante nu posaria para Ticiano... abraços!!!


** Maria Madalena em penitencia, 1560.

***obaudoedu

do i ching:

 A amizade está baseada em interesses de caráter universal, e não no interesse do indivíduo. Um líder sensato e inspirado, capaz de enxergar claramente os objetivos mais amplos da humanidade, e ir em busca destes objetivos sem hesitação, pode levar-nos a grandes realizações.

Que assim seja!


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