segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A guerra das rosas

Terminei o trabalho. Cinquenta e quatro paginas.
Falta um bocado para falar com propriedade
nas tribunas
nas conferencias,
nas tabuas dos palacios.
Todas as duvidas
perguntas
vazios
e sonhos de contar
estao por la,
rabiscados a maneira de esboco.
Feliz dia do mestre,
portanto.
E puro alinhavo.
Pura guerra das rosas.
Entao parei aqui
para comprar passagem,
para tomar um drink,
enquanto fugia
das batidas eletronicas do vizinho.
E cruzei com este gajo.
E quedei-me a ouvi-lo,
a observar-lhe o rosto
os aplausos em cena aberta.
 *google images
E ja estava num cafe
A brasileira
a segurar o queixo sobre as palmas
numa fresca tarde de verao
em vestido floral
sem mangas...
A voz muito aguda
nao vai ao fundo
do peito,
o rosto e que me lembra outro.
Velhas palavras tontas...
... e que eu canto sonhando
que estou em Lisboa...
Os sapatos vermelhos
respiram sob a pedra antiga
meus pes doem.
Quero a leveza de poder
partir
sem dizer nada...
obrigada, meu amor...
obrigada...




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