sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Um texto num galo de ceramica

*google images


Pasteizinhos de Belem.
Dois galinhos.
Um copo de Porto.
Xicaras azulejos portugueses.
E o que e isso que nos desloca no tempo
e nos diminui, a ponto de nao podermos
erguer-nos, de nao podermos dizer
nada alem de
nao sei o que dizer?
Cha de gengibre.
E assim que termina a noite?
E assim que termina o idilio?
Ja ouvi, varios anos se passaram,
ja ouvi a frase celebre
nao tenho mais nada para oferecer...
Na epoca, o mundo foi
tragado pelo tsunami.
Eu tinha um desses pufs
de couro,
comuns nas casas de artesanato
de Santa Felicidade,
e ficava ali,
encaracolada
sobre meu
sumico...
Detesto e procuro
negar tal tempo,
entendo-o como equivoco,
o maior,
comprometedor
de toda uma jornada.
Ate hoje,
quando algo me faz
recorda-lo,
por alguns instantes
perco o tino.
Ha pouco perdi o tino
por alguns instantes.
 *google images
Oito anos mais tarde,
passado o cataclisma,
varias crises histericas,
que nao e possivel
psicotizar,
minha mae me fez de ferro...
e ja era possivel
olhar em frente
e admitir,
ha um futuro
que nao existe mais
segundo
Adauto Novaes.
Eu estava livre.
Eu estava bem.
E entao eu me encontrei
com o homem.
Depois, com a musica.
Confesso.
E o homem que me faz
persistir.
E o homem e sua postura
e seu olhar
e sua voz
e algo em sua aura
e as migalhas
de sua presenca.
E por ele que vou esperar.
Toda a energia deveria
estar sendo empregada
em Lisboa,
e o que sinto,
desalentada.
Nao ha duvidas
de que investir
nos estudos
numa estadia
mesmo que breve
em outros ares
outras disposicoes
outro idioma
outra terra a pisar
seria o mais sensato
a esperar...
Mas ha o homem.
E todos os quadrados
da coberta
confeccionados,
alinhavados eu diria,
e todos os carris
ainda por dispor
sao para este homem
fazem dele
um sonho
que eu sinto muito,
mulher de Deus,
nao existe mais
e,
sem duvida,
o futuro de Novaes...
Nem que eu use
todos os recursos
noergicos
tenho conviccao
nao e nesse setor,
das historias de amor,
que a satisfacao mora
que a realizacao mora
que a excelencia mora.
Ao contrario,
saio toda vez
certa
de que
trata-se de firme punicao.
E se eu estiver sendo punida,
provavel
que a bandidagem
tenha me acompanhado
em tempos
tao antigos...
E justo? Injusto?
E o efeito da causa?
Sinto aborrece-los
com tamanha aflicao,
nao sou boa
contadora
de historias de amor.
Vou dormir que ja se faz
madrugada
fresca
quase fria...
Nao cantarei a Bachianas n 5.




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