segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Encontros em campos sutis



NOITE DE SETEMBRO:
 Depois de um feriado maravilhoso, algumas viagens, um show e ainda por cima ser a comemoração de mais um aniversário meu. Nessa noite de setembro, tive um sonho realmente diferente e resolvi escrevê-lo para poder lembrar de vez em quando.
 Eu estava num quarto diferente, cortinas roxas e uma cama de madeira. Nesse quarto antigo, estávamos Prof. C. (um conhecido incomum dos outros personagens), a Mestra e eu. Esse amigo professor estava realmente preocupado e a Mestra estava na cama com olhos distantes. Ele disse então “lute, não desista, você consegue!” e outras palavras do gênero. Ela estava na cama olhando para o nada e dizendo frases como “a vida me escapa das mãos” enquanto fazia gestos como quem estava tentando pegar a vida com as mãos. Ela continuava a dizer frases como “Ela vai embora”.
 Eu estava parado, estático e sem dizer uma única palavra. Apenas observando o sofrimento da Mestra e meu colega tentando ajudar de todas as maneiras possíveis. Uma hora percebi que os olhos dela mudaram de cor. Foi como se a Mestra parece de ver e começou a dizer frases diferentes e ainda aleatórias como “Estou sozinha” “Está frio”, e coisas assim.
Depois de assistir á isso a “noite” inteira, eu finalmente sai do lugar. Segurei a mão dela e apenas falei “Isso é calor, isso é vida, viver não é frio!”. Ela sorriu, e os olhos voltaram ao normal. O Prof. C. ficou tão contente que me abraçou e ela disse baixinho “por que demorou tanto para entender?”
 Acordei lá pelas 8 horas da manhã e fui tomar um café. Fiz os trabalhos comuns da minha rotina. Pensei em minha banda e relembrei dos últimos momentos que tive nesse feriado. São coisas tão pequenas que nos deixam feliz. Cantar faz bem. Por Phrlipe Tisoni


Sonhos. Freud fez deles material de estudo. Yung foi muito mais longe, dando guarida a tantos estudos espiritas. Madrugada dificil, quando consegui ir para o sono, estive em um bom lugar. Encontrei criaturas do bem, ficou-me essa sensacao. Talvez o proprio Phil eu tenha encontrado. Volto ao dia 10 de setembro, sua coloracao desbotada, pronta para daqui a uma hora reagir, enquanto as quimicas palavras decantam no erlenmeyer. Vou, enfim, me permitir a ver o que e real e justo. Agradeco, menino doce feito algodoeiro, abracar-me em tempo de confusao. Fique bem, que estou bem tambem. Ate quinta-feira!!!

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