sábado, 8 de setembro de 2012

Cloe e um suspirar por Paris

*google images

Preparem-se, o dia e a trama prometem sentido:

"Tu ris, tu mens trop
Tu pleures, tu meurs trop
Tu as le tropique
Dans le sang et sur la peau
Geme de loucura e de torpor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Mata-me de rir
Fala-me de amor
Songes et mensonges
Sei de longe e sei de cor
Geme de prazer e de pavor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda
Vem molhar meu colo
Vou te consolar
Vem, mulato mole
Dançar dans mes bras
Vem, moleque me dizer
Onde é que está
Ton soleil, ta braise
Quem me enfeitiçou
O mar, marée, bateau
Tu as le parfum
De la cachaça e de suor
Geme de preguiça e de calor
Já é madrugada
Acorda, acorda, acorda, acorda, acorda"

Ha todo um tracado bem articulado, escrito ai para tras,
era um ensaio noergico,
de cidades a percorrer, visao melhorada de futuro,
meu futuro de segundo quadrante.

Ah, eu sou umbigo, e nem que tivesse lido todos
os franceses, e encarnado Piaf,
seria tao semelhante umbigo. Aguentem!!!

Ha livros para ler,
com roteiros de conhecer.

Ha um amor de saber.

"Sous les soleil"...

Ha historias da
aventura humana para ler,
livros de arte para mergulhar,
esbocos filosoficos
e esteticos a considerar
quem sabe falas da educacao musical
(e da afetividade nela) a rever.

Voltaire. Candide, ou l'Optimisme.
Terremoto de Lisboa.


Outubro esta chegando
e era bom recorrer aos cronogramas
a fim de preparar o espirito ao
enfrentamento do novo.

Antonio Novoa.

Coliseu de Portugal.

As cidades da Europa.

E isso o que me devo.

Uma consulta aos cronogramas.

Pura cisma, viajar, fugir, eu sei, como e cisma
ficar febril e caida num sabado de
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais,
em que eu deveria ir a um festim de arromba,
pros lados de Araucaria,
para cantar Sentimental,

"sentimental, um coracao saliente
bate bate muito mais que sente
fica doente
mas e natural
natural
que num cochilo de agosto
surja um outro alguem
do sexo oposto

do sexo oposto
outro alguem"...

Nao consigo nem que Samantha va a festa,
montada com luxos vermelhos, sapato vangoghiano e laques,
para enfrentar um movimento de perto de 300 convivas.

Cade o sentido, Universo, cade o sentido...

Yarba, que talvez servisse bem ao evento,
 esta alcoolizado, caido ao lado de seu dirigivel,
em seus andrajos habituais,
maos asperas.
Esse ja se foi com Trevisan, a assombrar algum beco mais escuro
da manha de sol setembrina e curitibana.

Sinto-me, eu sendo eu, umbigo, como no primeiro dia de Buenos Aires,
ainda em 2011.
Complicacao, leitor, complicacao... nao desligue...
apoio cultural Sesc Paco da Liberdade...

Tao so e desalmada eu me sinto, como julga uma mocinha do facebook,
a falar de amares alheios,
travestida em gadget de boneca. Fique bem voce,
deixe-nos em paz!!!

Eu, umbigo,
em turne com o Terra Sonora, vendo, da janela do flat, um arremedo
de predios sujos e amontoados, numa rua lateral do centro da cidade,
ouvindo trabalhadores, carros e britadeiras,
a paris americana...

Pura cisma de viajar,
sumiar,  seu Guimaraes,
que pode, mais cedo do que espero,
tornar-se um itinerario palpavel,
de estudo, trabalho, lazer,
riscos de horizonte tangiveis,
ja paguei a taxa no banco
e fiz meu agendamento,
passaporte e real.

Eu, no novo quadrante,
teria que ser outro, suponho,
talvez batizado Cloe,
nao descarto a possibilidade
de contratar novo eu profundo,
de visita ao mundo sonhado.

Quem sabe eu possa executar,
sendo entao Cloe,
tal trajeto europeu num carro de aluguel,
em agradavel companhia
de um senhor sabio e gentil
como meu avo Lucio,
ou quem sabe eu descubra
que ha carros com drive
que eu possa monitorar
so
e entao eu seria um transatlantico
independente e ajustado.

Cloe. Diva do sonho literario transcultural.

Que curitibana parisiense e essa, Nossa Senhora?

Se continuo esse idilio,
caio na boca de um critico jovem ai do facebook,
que afirma que publicamos
folhetins
e nao cotidiano vivido.

Ah, puxa garoto,
a vida nao possui nenhum sentido,
deixe os fantasiosos em paz,
a viajar,
o mundo se abriu por aqui,
va voce viver carnes e materias,
que Cloe e pura luz!!!

A ultima fala vai para os labios de Yarba
deliriando duelos bravateiros...

*google images

Paris e o meio da viagem no tal ensaio noergico.
Paris parece-me o sonho de minha mae.

O ultimo tango em Paris... filme besta...

Passei minha adolescencia
sonhando bulevares
livros
cenarios
e idioma
ate o tom de voz
perigosamente agravado.

A proposito, que grave espetaculoso
surgiu daquela voz no ultimo ensaio
grave
intenso
saindo da superficie,
mas isso e outra historia.

Um texto cheio de ruidos,
a falar de cidades sonhadas
da literatura e o que esbocei hoje.
Obvio que sou eu a intimidar-me
diante do trabalho de homens e mulheres
"de tempo, espaco e vida e ser",

Ganhador do Nobel, o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio passeia em Alvkarleby, na Suécia os franceses
da literatura contemporanea
a exemplo desse Nobel,
Le Clezio,
que fala de uma Franca
francesa, pos segunda guerra mundial.
Minha experiencia em comentar
tais movimentos de mercado e pequena
senso comum
"ïnstantaneamente, abrem-se centenas de
chapeus-de-chuva pretos"...
a menina e o tio-avo,
diante do Sena que chove...
 dq-A Música da Fome*google livros

Vou saindo, apos esbocar muito...

A vontade de viajar e imensa e real.

A vontade de ver Paris e tao antiga quanto eu.

A relacao entre as cidades e meu egoismo
e objeto de estudo.

Um dia eu poderei chegar perto dos humanos, Livia.
Ate la, vou dando um tempo numa relacao
de quatorze anos com um gatinho...
foi o melhor que pude conseguir
sendo gente...
o gato ficou comigo porque quis...
gatos sao gatos...

Obrigada pela trilha sonora, caro Chico.

 "devemos cultivar nosso jardim."


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