terça-feira, 4 de setembro de 2012

Bilhoes de galaxias


*google images


Passadas as doze badaladas noturnas
temos, dessa forma, nova cronica,
nova chance de vida.
Disseram, nos estudos que fiz na noite de ontem,
que nao somos mais movidos
a paixoes, que agimos no presente com a razao.
Se sou motivada, entao,
pelo enamoramento,
esse e o estado da arte,
nessa segunda-feira
dei vinte passos atras no que diz respeito a
atitudes racionais.
Segurei-me, reprimi com os dentes,
de cortar a bochecha por dentro,
pois tomaria
aquela mao com tamanha volupia
que temi um ferimento nela.
O meu corpo queria jogar-se
sobre o outro
e chorar
e dizer palavras
ou fogueiras,
o phatos.
Eu tremia
de febre,
de dor,
de frustracao.
Para minha ternura extrema,
que Sao Miguel
tomou-me nos bracos,
acalentou
e amparou a queda,
chegou logo a cadeira,
joguei-me sobre ela
e fui ouvir
conceitos confusos
sobre galaxias
78 bilhoes de anos luz
Huble,
Sagan,
Capela
mundos habitados
mundos de regeneracao
e outros lugares
onde se supoe que a vida
existe.
Queria desculpar-me.
Por nao saber lidar com o amor.
E dizer que a amorosidade
e o bem maior dessa existencia
para mim,
que espero pelo amor
como espero por agua e ar.
Que um dia minhas provas
terao encerrado,
e duas,
nao uma,
duas maos se estenderao para mim,
para tomar as minhas
com arte.
Eu me permitirei ao enamoramento do outro.
Enquanto essa bencao nao vem,
desejo-te otima semana,
sonhos lindos
que te voltem a memoria pela manha.
Obrigada por presenca tao impar
em minhas cronicas,
como personagem
e leitor.
Eu te amo,
mesmo sem saber como.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

verso bordado

Lá fora a luz do dia, baça. Tu me disseste qualquer desafeto, verso E foste embora sem adjetivo que se interpusesse. Eu, às...