quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Furna


*google images

Nao consigo refrear o pensamento
a respeito das relacoes sociais
e do meu exercicio nelas.

Comeco atinando sobre 
O que e Lisboa para mim
a nao ser espelho de meus proprios
conteudos.

Seus bondes
e arquiteturas
e as margens do Tejo
o que sao,
senao reflexos de belezas
dos meus mundos subterraneos?

Ou tendencias de escapar, querida Lisboa,
a caverna tenebrosa
que pressinto
minha resma de ocultacoes dementes?

Melhor assim, Lisboa luz,
que te reveles diante de minhas memorias
suave e bem.
Assim tenho sentido tambem
as aparicoes cristicas,
despidas de sua cruz e dor,
apenas e totalmente LUZ.
Carecemos, nos seres sociais,
temperar
Desejos e frustracoes
com luminescencias, lisboetas, cristicas, poeticas.

Pensando a penumbra das evidencias,
O que sao os olhos do outro
senao espelhos de nos,
refletidos neles?
Quem fala lindamente sobre isso
e Alberto Almeida,
outra mirada de meus anseios
do eu profundo,
ja o chamei
em textos anteriores.

Que sera que sao as frustracoes,
afinal?
E como e que temos coragem
de dizer ao outro,
muitas vezes com todas as letras:
voce nao me serve,
nao me basta,
nao e nada para mim?
Ou vai fazer para mim
o que nao posso fazer de mim?

Se nao enxergamos ao outro,
se nada sabemos dele, como o podemos
abordar e tecer com ele relacoes sociais?

Eu, que so quero  teu amor
que quem sabe se tenho-o eu,
para ressarcir.

Faltam-me contas de luz para prosseguir.

Vou cantar com Mrs. Silva.

Ensaiar um tema da Islandia.

Depois volto, se caso for.

Carissimo Rei.

"Na via publica
e em forma de musica"
te convido para conversa franca,
ao toque de uma furna, perto daqui.



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