quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Exposicao em museu particular

Procuro hoje um argumento que suporte as quatro emocoes basicas em conversa,
numa so unidade de materia, em varios discursos,
cantados nos exemplos alheios, que sao o espelho das nossas escolhas.

 *Vincent Van Gogh

Esperam que saibamos ajustar nosso comportamento
diante de objetivos tao conflitantes,
estando nos cada dia mais proximos do cinquentenario
e de maos vazias.
Quem esperam?
Os observadores da passagem desajeitada daquele velho, do menino e do burro.

Ha que se cultivar condutas sociais legais.
Do ponto de vista do Universo.
Do ponto de vista dos homens.

Estamos transgredindo as leis, eu disse em discurso,
e meu coracao batia, num misto de alegria e tristeza
e raiva e medo,
ele ali em pe ao meu lado,
dando-me atencao, pensava eu...

Por isso, homens de genio estao hoje
nas causas socias,
calados nas artes.

Nada nos impede de construir pequenas manufaturas artisticas
de 10 segundos, de 26 minutos, qualquer expressao caotica,
incipiente que seja,
so para que contemos tais encontros transgressores das leis
so para que contemos que nos enganaramos
ao pensar na atencao que quereriamos para nos
num instante fecundo, em cena verde...


 *vincent van gogh

O que importa?
Quem se importa?
As vezes sinto que me importo.
Que ele se importa...
e isso me permite usar mais um tubo de tinta azul.

Ninguem sequestra ninguem. Psiquicamente nao.
Ou estaremos em grande enrascada,
a merce de almas aflitas
a nos ocupar o tempo
enquanto poderiamos
estar servindo de modelo
numa caricatura.

 *autoretrato, Vincent Van Gogh

Gostaria, sim, de servir de modelo
numa cena cotidiana de Van Gogh.
Consigo ver o verde
sibjugando aquele corredor gelado
onde cantaram os meninos,
consigo ver-me retratada,
esmagada atras das mulheres jovens
estridulas
a me tirar a visao do todo...

Essa e uma das funcoes da ARTE,
permitir a expressao de milenios em nos.
E entao somos sequestrados por nossas
vidas anteriores,
espelhos de nos em tempos imemoriais
para tras, adiante.
O aqui e agora e que sao elas.

 * Vincent Van Gogh

Como e que fomos transgredir as leis,
perguntamos a todo instante?
Como e que fomos esquecer tais transgressoes?
Pode ser que tenhamos sido retos,
isso e esperado tambem, provas que Hercules quereria suportar...

Aviso, alerta sobre nossas escolhas.
A cada escolha  cabe uma lei.
Foi o que senti naquela noite
e outra.
Alerta, alarmes, buscas do universo vermelho em nos.

 http://blogdabruxinha.files.wordpress.com/2010/02/vangogh_bedroom_arles1.jpg* Vincent Van Gogh

Cabo de guerra, da alegria ao medo de estar com o outro,
e da impossibilidade de o sequestrar
porque as leis sao claras,
e transgredidas, tornam-se crueis...



A florescencia da raiva e o que nos permite criar, o que acende as ideias



  *Vincent Van Gogh, fase amarela


Obrigada aos parceiros que me permitem cantar e trabalhar a fase atual.
Obrigada as 8016 visitas, 1144 so no mes de julho de 2012. Obrigada!



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