quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Aquilo que volta todos os anos


*brasilcultura.com.br

Devo cantar hoje os temas do CD 6 do Grupo Terra Sonora. Ensaio. Estou longe dessa energia, sem estar em outra...  Devo acompanhar uma princesinha, que vai gravar I feel pretty, vai sonhar com a atriz digna que tem-lhe sido referencia, que faz seu mega show mesmo dilacerada... vai ter pitis bonitinhos, menina que e, linda que e, cuidada ao extremo que e, amada que e, diva que pode vir a ser, e vai produzir aqueles camafeus que se oferecem aos convivas nas comemoracoes, nas bodas. As dela sao em setembro, quando completa 15 anos sobre o Orbe Terrestre. Eu poderia, na ocasiao, gravar Sentimental, do Chico Buarque, mas como nao preparei o tema, fica para proxima estacao... Devo visitar Mrs. Silva e vocalisar, quem sabe, que hoje so quereria ouvir algo bonito sobre Rhoden. Tomo um romance novo para ler, emprestado a liglivros. Quarta-feira, perto da hora do almoco, vinte e dois dias de sol em Curitiba, temperaturas amenas sol energetico e um tanto caustico se tomado diretamente. Melhor ter uma sombrinha. Fecho, logo mais as dezesseis e dez, um ciclo de cinquenta anos de vida terrestre. Pouco tempo. Imenso tempo. Fiz abrir a casa fiz a cama fiz a higiene da louca do cafe cuidei do meu gatinho fiz ver desenhos as fotos de Portugal alguns acenos amistosos pelo facebook, bonitas palavras. Obviamente espero aquelas palavras, aquelas flores, aquele jantar a luz de velas, aquele ouro comum a faixa das bodas. Ensaio do Grupo Terra Sonora, dezenove horas, depois de muitos dias ausentes, de esquecer o ultimo ensaio do cronograma, exausta que ando.
A trabalhadora que conduz pessoas em caixas eletronicos no BB  comentou: ih, chegou alguem com energia suficiente pra fazer as maquinas pararem, o sistema cair... e era eu diante dela... com a fisionomia cansada ela, inchada a minha, que to precisando urgente de check up, perguntei-lhe sobre meu cartao de acesso a conta, tres semanas sem ele que estou, todas as transacoes bancarias suspensas... e o sistema parado... eu tinha todo o tempo do mundo naquele momento. Curitiba, morna e cheia de brisas, convidava-me a cruzar as ruas, andar, observar as casas, as cores... nao passei pelas arquiteturas que me lembrariam Lisboa, por nenhum reduto do Belem  (esse nao lembraria nem de longe o Tejo), passei por uma rua que tem sequencias  arvore roxa, arvore branca, arvore roxa, arvore branca, fiz compras pra casa no pior supermercado da cidade com o dinheiro que me restava e nem por isso perdi a sensacao de estar-me dando tregua. Precisava, e preciso mais, de tempo para por a correspondencia em dia. Para dar tratos aos pensamentos, afastando obsidiadores. Para domar a dor que nao chamo mais depressao, mas melancolia profinda. Queria ter uma casa cheirosa e acolhedora, tenho moscas bailando pela sala, agora so uma, o chao todo repicado e recoberto de tapetes improvisados, visto que o senhorio nao pos cola suficiente na forracao de ultima categoria na qual provoco cada dia mais estragos... nada orna muito por aqui... e sao energias minhas, dizem... olhando bem, e um lugar veramente silencioso, estando pleno de familias, todas coladinhas, parade com parede, as portas em geral abertas... ha um repeito tatico por aqui... as cercas eletricas mantem os meliantes a certa distancia... entao proceder a uma mudanca de espaco gera raciocinio, ir para onde, a que preco, com um gato de quatorze anos como companheiro de viagens...
A tarde promete. Vou para ela de banho tomado, um aroma Boticario a me envolver. Atrasada, suponho. E o colar pra Yemanja ao redor do pescoco, eu que preciso agora de Iansa.


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