terça-feira, 7 de agosto de 2012

Caixa para preciosidades

Que me ajudam, me inspiram, me encaminham para as ideias. Falei disso a meus alunos no laboratorio de criacao ontem. Sensibilidade, inspiracao, transpiracao, tudo isso e criterio. A ideia, isso sim, e essencial. Fiquei dezesseis anos para gerar uma ideia, que resultou em Palacio de Seda. Lindo processo. Linda ideia, feita de maos e coracao! Voce pode voltar a este post vez por outra, que terei acrescentado uma ou outra joia, colhida no fundo dos rios que correm em minhas veias. Um abraco carinhoso.

 

 *google images

Cuando ya me empiece a quedar solo

                                       Charly Garcia e Nito Mestre

Tendré los ojos muy lejos
y un cigarrillo en la boca,
el pecho dentro de un hueco
y una gata medio loca.

Un escenario vacío,
un libro muerto de pena,
un dibujo destruído
y la caridad ajena.

Un televisor inútil
eléctrica compañía,
la radio a todo voulumen
y una prisión que no es mía.

Una vejez sin temores
y una vida reposada,
ventanas muy agitadas
y una cama tan inmóvil.

Y un montón de diarios apilados
y una flor cuidando mi pasado
y un rumor de voces que me gritan
y un millón de manos que me aplauden
y el fantasma tuyo, sobre todo
cuando ya me empiece a quedar solo.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade)

XIII

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

(*) Soneto XIII da obra Via-Láctea- Olavo Bilac

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=503#ixzz22y3iZslF
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Foto: ...*foto de Cyro Ridal

E la nave va, Emanuel... que pena...que pena, que pena...

 *post facebook Phelipe Tizoni

 *descobrir Portugal - disse-me Luiz Neri que a direita esta a Igreja de Santo Antonio de Lisboa e a esquerda a Se, onde Ele estudou...

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