quinta-feira, 19 de julho de 2012

Violeiro


* google images

Puxa, eu preciso falar disso que vou falar
como quem fala de uma joia,
de uma obra de arte.
Hoje eu conversei com o violeiro.
Em plano virtual, mas conversa profunda,
que nao sei manter amenidades.
Eu ja fiz versos para ele
ao longo dos quinhentos e tantos tomos deste blog.
Durante a minha trilha, fui plantando alguns jardins de amor.
E me ficou esse arvoredo de serenidades,
esse aroma robusto de afinidades.
A marca registrada desse parreiral e a musica.
Convivi com algumas figuras sublimes,
alguns criaram raizes centenarias.
Sementes que brotaram e se transformaram
em vigorosos arbustos florescentes,
que correm para o oceano.
Meu menino vindo de uma flor de agua
e um deles.
Com ele eu tive uma certeza,
coisa dificil de discutir aqui,
coisa que a gente so fala com confidente,
entao licenca,
vou guardar a certeza que tive para mim
ou transformar em bela figura de linguagem.
Eu passei dias divertidos, ternos e tambem tensos ao seu lado,
ouvindo aquela viola envenenada que ele toca
um rapaz mignon, com uma forca expressiva descomunal.
Ele leva o mar, os corregos, as cascatas e tambem os raios de Insa nos dedos.
E daqueles tipos de sonoridade que agarra a gente
pela cintura e sai rodopiando pelo salao.
E assim que me sinto cada vez que o ouco.
Entao hoje ele falou comigo.
E marcou uma visita a escola,
ao lado de seu parceiro, primeira voz da dupla.
Com autorizacao dos dois,
faco os devidos comentarios sobre o encontro,
quando o tempo certo vier.
O que eu queria dizer sobre essa conversa
eu ainda nao traduzo em palavras.
Fica mais um sinal de Deus, no ar,
a exemplo do ceu que vi ontem.
Talvez eu esteja comecando,
piano piano
a entender a diferenca entre amar
e AMAR... dificil expressar isso,
penso mais e quando souber,
compartilho.
Enquanto isso, um beijo grande
a esse valente cavalheiro,
de fibra moral invejavel.
Parece uma marca entre violeiros!!!

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