sexta-feira, 27 de julho de 2012

Prisma



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A Historia da musica esta cheia de historias sobre dores, exploracao de menores e obscuridades. E nomes celebres, e vampiros ursupadores e partituras. E estilos. Marcas de geracoes, de culturas. De conceitos. De relacao com o outro. Hoje, uma profusao de DVDs, gravacoes de toda especie de tecnologia, bancos de partituras que poderiam se perder no tempo estao ao alcance de muitos. Gracas a Deus a Marisa Fonterrada escreveu sobre isso em seus trabalhos cientificos. Vide De tramas e fios.
A Historia da musica assombra pessoas, que acreditam que fazer musica e destino de seres dotados,
alados, especiais, diferentes. Bandas Marcias de escravos africanos no Brasil. Corais de Tupiniquins. Jesuitas ou monstros? Corais de imigrantes alemaes, italianos, poloneses. Grupos folcloricos de varias etnias. Dentre inumeras modalidades de agrupamentos, que tambem tem isso, semelhancas e diferencas se juntam para fazer musica, leiga ou especializada. Musica, humana musica. Enfim, que somos a escoria das gentes, por isso e que fazemos Aurora das cordas nascer em menos de duas horas, com grandes ajudas, e claro. Bravo, Paul Valery!
Comecei a tecer a cronica nessa manha molhada de inverno, quase sob o signo de leao, para falar do amor que move as montanhas.
Nao, eu quase nunca fui visitar criancas em abrigos, casas de passagem. Nao, nao me demove qualquer desejo de adotar criancas orfas. Nem doentinhos na Santa Casa, no HC, no Pequeno Principe eu fui ver. Cantei, numa campanha deles, Do que e que voce gosta. Estive no Pequeno Cotolengo em maio, alguns sabem. Cantando. No Bom Retiro, igualmente cantando em maio. E e isso, eu faco musica para eles. Eu faco musica para tocar o coracao de algumas gentes. Sou grata ao Universo por sorver dele os atributos, bem mundanos por sinal, que ainda nao me cabe ouvir a Musica da Esferas, obsoleta, dizem alguns.
A vida e assim.
Quietos no nosso canto, fazendo nossos bordadinhos e cancoes, falando de amenidades e ai aparece um daqueles quadrinhos de facebook, com algo generoso, uma estampa linda (colo-as aqui as vezes, sinto-me como a menina que fui, colando no caderno de confidencias as fotos recortadas de revista, os papeis de bala, as petalas de flor). Aparece no facebook a horrorosa figura de um bebe com tumor na face (um amigo querido avisou: e montagem, alguns gostam de fazer coisas pervertidas assim).
Ontem a noite li no post de um colega das artes uma chamada sobre o Coral de Natal, que se apresenta ali nas janelas do Palacio Avenida em dezembro. Pois e: O Ministerio Publico foi acionado, falam em exploracao do trabalho infantil. Por principio, que pode ser falho, porque essas coisas as colocamos em cheque todo tempo, fiquei danada com o assunto e me posicionei as avessas, falando do trabalho da Marisa acima mencionado. Nao, eu nao conheco as criancas dos abrigos e casas de passagem que fazem parte do grupo. Tambem nao acredito que alguma delas va participar do evento obrigada, seviciada ou qualquer perversidade do genero. Sei de alguns profissionais que trabalham com elas, alguns da educacao musical, com renome nacional. As criancas angariam o direito a uma familia com isso? A cache? Sua vida melhora com os ensaios, com o convivio com o canto, com o grupo, com os pisca-pisca, janelas, duendes e papais noel cor-de-rosa com os quais elas convivem na fantasia natalina? Sao molestadas pelo consumismo? Tornam-se vorazes consumidoras, acionam suas tendencias de roubar para adquirir luxo? Destacam-se e tornam-se cantores profissionais? Vao tocar um instrumento musical? Creio ser o claro e o escuro de um mesmo tema a ser notado numa cronica que nao fecha. Nao encerrarei questao. Nao fiz curso de Direito. Eternamente em crise, eternamente almejando ao Eden, as pessoas se confundem em conceitos. Sou pessoa. Falei sobre o lado claro e pleno da raiva na quarta-feira que passou. Sequei um ouvido. Falo de amor amiude. Os coracoes se encolhem. Pior, o sujeito afirma que esse dizer ATRAPALHA. Pensamos aquilo que queremos. Sentir!! e que sao elas!!
Eu daqui da minha banqueta, tomo meu prisma, que hoje tem um brilho chumbo, porque Curitiba nao pode ver sol que se mija toda, Dalton. Brilho nosferatu como quer Herr Escher. Fiz o favor de chamar um taxi para um musico ha quinze quilometros daqui. Falei com um comunicador ha 3301 km daqui. Sinto-me cheia das juvenilidades do quatro do I Ching. E quem conta um conto...

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