sábado, 21 de julho de 2012

Caruso

Eu disse isso, o por-do-sol a sorridere di me...
eu disse nao ter conseguido, nessa vida
o encontro magico.
Nao posso nem quedar-me sensivel a Buda,
que deixou sua senhora e gente
e foi assentar-se sob o platano
e ficou la ate iluminar-se.
Nao posso nem cantar
os pes em sandalias de Jesus,
a flutuar pelo deserto Tuareg,
Madalena no coracao, quem sabe?
Um rebento no ventre de Magdala, quem sabe?
Eu tinha tanta magoa nas palavras
quando pensei em encontro entre semem e ovulo
entre salivas
eu tinha aquele rosto crivado de Mme Esteves,
tao borrado que me faz duvidar de Shakespeare.
Eu disse isso, o por-do-sol to smile of me...
O sofa abrigou-me, madrugada adentro
e novamente nem notei o frio
sob o cobertor leve, dobrado em dois
o gato agarrado ao pescoco,
desarvorado di me...
Eu nem tenho por que chorar,
nao e licito, ja disse.
E uma questao de forca, de fibra moral.
Abracei-me a Lucio Dalla portanto,
ouvindo-lhe os lamentos de Caruso
Te voglio bene assai
ma tanto tanto bene assai...
lo siento, o amor ainda e bastante terreno,
carece fluidificacao, contato skin to skin.

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