sábado, 30 de junho de 2012

Um bom lugar para estar


*google images

Olhei gulosa e mareada de inveja as rosas que chegaram.
Era eu a esperar tua chegada, e uma rosa.
Eu juro, gostaria de esperar nada
e te amar intensa, de inundar o mundo,
mas confesso: eu te esperei.
Tive tempo para demorado escaneamento da plateia.
A luz bassa do video, cheio de estrelas, iluminava longe
os rostos embevecidos das gentes.
Mirei, que mirei, que mirei, que chamei...
Nao estavas...
A maestrina chorou por mim.
Tratei de mirar a ternura do olhar de um anjo, Fortunata, no horizonte do teatro.
Mirei o olhar daquela menina mae que eu admiro
mirei sua filhinha, quieta no colo da avo,
mirei o coro, que gracas a Deus soava a contento.
Pois fiquei bastante tempo do espetaculo no lugar de que mais gosto
o cantinho da coxia, de onde podia mirar meu Atila
tao dedicado esse heroi
os musicos e suas percepcoes,
ate uns pedacinhos dos videos pude olhar.
Mentalizei tua face risonha e entrei em cena,
causando as comocoes diversas,
que sinto
uns se apiedam
outros admiram...
meu lenco brilhou mais estrelas em torno de mim
deve ter provocado bom efeito.
Nao estavas...
Meu coracao ficou ateu por dez segundos.
Depois lembrei-me do exercicio das luzes
de Deus que esta dentro
da alegria e refrigerio de te querer tanto
e sosseguei,
so querendo chorar quando vi as rosas...
Depois, pensei em ti com o carinho das mulheres de 1925
das castas gentis leves sob seus veus de tule
a balancar suas sombrinhas pelas ruelas do Rio.
Pensei todas essas coisas essa noite
eu que tu nao estavas.
O meu amor e seu.


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