domingo, 3 de junho de 2012

Trovadores


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p.s. nesse domingo, três de junho, o Avô Lucio me veio no último sonho matinal, lindo, sorrindo nas faces, numa camisa azul céu de brigadeiro, pude sentir quentura em sua mão na minha... Obrigada pela breve visita, sinal dos mundos, sinal de minha regressão a quais infâncias, e por avisar-me que estou com a frente de casa desguarnecida, a porta aberta e o coração truncado... Meu Deus, o que há ainda por passar nessa estação?... Você fica sendo meu cilindro azul, querido avô! Aquelas roupas todas no varal, querido, balançando ao vento de chuva... quantas roupas secando, pelo quintal, sobre a Acre... que coisa, que sonho tenso, cheio de prismas, cheio de mesa posta com comida simples, e pedidos de caridade que eu não sabia dar, e cheiros, e crianças pedindo, e eu sozinha, encontrando senhora idosa que não conheço, não lembro... deve ser a memória da judia que encontrei, acordada, no BB, na última sexta-feira. No final do sonho veio uma notícia de passamento... outra moça, que não lembro, me alertou... meu pai, perguntei? Não... Nada é por acaso... tudo é teste, tudo é gentileza, tudo é mão de Deus... caindo do céu, como quer meu irmão...
Eu posso ser seu trovador, eu disse a eles...
Eu posso sim, dizer os textos provençais de minhas épocas mais remotas, quando eu balançava em caravanas da China ao norte da Europa... e era eu então o contador das sagas, o amante ao longe...
Hoje eu me debato na função de bardo sem alaúde...
E vivo, em pleno século 21, de amores corteses, alguns nem tanto corteses assim...
Enquanto isso, a bela que poderia ser uma filha doce, me dá a rosa... la rosa que enflorece en el mes de may...

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