sábado, 16 de junho de 2012

Futuro e bandeiras 1

Para seu conhecimento, caríssimos cavalheiros do Palácio: estudar a palavra é, para mim, um braço da música. Esta é a minha contribuição ao projeto. Não é uma tradução, tampouco interpretação da obra de Neruda. Apenas um estudo o texto que segue. Em especial na ultima quadra, Pablo usa as palavras como um navio que joga com as ondas. Nesse jogar, posso ter me equivocado ao construir a idéia em português. Ainda vou trabalhar melhor.

Para o meu coração basta o teu peito
Para tua liberdade bastam as minhas asas
Da minha boca aparecerá no céu
O que estava adormecido em tua alma

Está em ti a ilusão de cada dia
Chegando como orvalho sobre as pétalas
Acosso o horizonte ante tua ausência
Eternamente em fuga como a onda

Tenho falado que cantava ao vento
Como os pinheiros e como as arvores mastros dos navios
Como elas, és alta e taciturna
E de repente tu balanças como uma viagem

Confortável como uma estrada antiga
Tu preenches ecos e vozes nostálgicas
Meu eu despertou, e por vezes, migra e foge
Com os pássaros que dormiam em tua alma.

Em italiano, como usei no tema Stigma, do Pedro:

Per il mio cuore basta il tuo petto,
per la tua libertà bastano le mie ali.
Dalla mia bocca arriverà fino in cielo
ciò che stava sopito sulla tua anima.

E' in te l'illusione di ogni giorno.
Giungi come la rugiada sulle corolle.
Scavi l'orizzonte con la tua assenza.
Eternamente in fuga come l'onda.

Ho detto che cantavi nel vento
come i pini e come gli alberi maestri delle navi.
Come quelli sei alta e taciturna.
E di colpo ti rattristi, come un viaggio.

Accogliente come una vecchia strada.
Ti popolano echi e voci nostalgiche.
Io mi sono svegliato e a volte migrano e fuggono
gli uccelli che dormivano nella tua anima.
Pablo Neruda

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