domingo, 10 de junho de 2012

Elegia de Dulcinea


 *google images

atravessei a madrugada ouvindo teus respiros
dormias, e o sono era dos deuses, merecido e serenado
como devem ser os sonos dos príncipes
os que moram em torres
fazia um frio uivado, desses outonos molhados
que prenunciam campos branquinhos de geada
água engastada nos canos
provocações externas aos binômios dos vulcões
por vezes,  no ar o degelo de novo Iceberg
atravessei esses compassos de ampulheta e esperei
teu perfume a me afagar a nuca e os cabelos
doces recuerdos
ah, nobre e adorado príncipe
vejo a estória pelo prisma dulcineio
e meus moinhos são as cordas da tua viola de arame
imobilizado em ostinato doloroso
icone ao qual nao posso tocar
paleta perfilada em cores gris
tu dormes agora, amado
do meu amor cortes
e meu cavalo e meu sancho são a máquina e o dedilhado
segue sonhando, querido amor meu
que aqui vou repousando
os tangos dos ciganos
e em busca dos teus braços de sorte
vou fantasmar us em tuas composições


Nenhum comentário:

Postar um comentário

verso bordado

Lá fora a luz do dia, baça. Tu me disseste qualquer desafeto, verso E foste embora sem adjetivo que se interpusesse. Eu, às...