segunda-feira, 28 de maio de 2012

Oriente, ocidente e o grande encontro

Ainda não me chegou um texto surpreendente,
que li na última sexta-feira,
enquanto esperava a hora da aula para o grupo de atores.
O texto é uma mistura intrigante de frases, gestos e vírgulas
Que me divertiu, emocionou e aproximou ainda mais ao desejo
de mergulhar no caldo acadêmico.
De encontrar ali algum argumento que sustente o meu
sobre afetividade na educação musical.
E sendo o instrumento dessa educação o canto e suas facetas,
canto lazer, canto terapêutica, canto conto e tantas outras declinacões...
o caldo fica ainda mais espesso.
É no que venho trabalhando,
com todos os grupos dos quais eu participo.
Trata-se de um enlace de mais de trinta dos meus quase cinquenta anos sobre a Terra.
Surpreendente.
O trabalho está focado na vibração provocada pela atração e repulsa.
Nos interesses gerados por essa vibração.
Há som nesse processo, porque ha vibração.
Há som na estampa dos corpos,
na maneira como eles se alinham, formando um organismo único,
que vibra.
Só por isso há música.
As dificuldades de aproximação e afastamento,
de que esses corpos sofrem,
as síncopes que provocam ao vibrar juntos, tornam-se evidentes.
Os ritmos circadianos conversam de corpo a corpo.
Metro e pulso confundem saltos altos, paletós e contenções.
O corpo físico distrai o que é transpessoal,
o que está ainda por se desenvolver.
A pergunta que mais gritava no último sábado era:
o que estamos produzindo aqui? Que vibração é essa, efêmera e duradoura,
que estamos produzindo aqui?
O simbolo que encontro para isolar o componente a ser estudado
e a mão no ombro.
Ainda haverá o Olhar e o Hálito.
O corpo fechado.
As vibrações desse encontro morrem aqui,
no instante em que o contato se desfaz?
Ou vão ao Universo, como registro de ações?
Ou vão ao outro, como a pesquisa enseja?
E se misturam às suas Leis?
Alguém falou assédio...
moral?sexual? transgressão, invasão de campo sutil portanto?
Era a tentativa, no meu pensar, de entender as leis,
do Universo, da natureza, do homem e do som.
Para criarmos um ambiente melhor
que pudéssemos dividir com outrem
no lazer, na terapêutica, no conto e em tantas outras declinações.
Vi no conteúdo um som que desenha.
Tanto que pedi: fotagrafem isso.
Talvez alguns registros de som tenham sido
apreendidos na memória do celular.
Para minha surpresa,
mais alguns detalhes foram registrados em looping
pela mão santa do Sr. João...
Ainda não nomeio,
ou mesmo verbalizo a contento a linha que sigo,
uso demais minha intuição
e cientificamente isso é perigoso.
É um universo incerto, se se exigir do trabalho
exatidão e engajamento com as leis humanas...
Há que se proceder um estudo comparativo
entre as leis do homem social, da natureza, do Universo,
estas sim imutáveis.
Ao homem foi facultada a alteração e criação de leis,
em geral de enquadramento.
La vem o zoom, la vem o traço icônico a dialogar com o som.
La vem a imagem, da qual fala a Noegologia.
E há que se considerar também a complexidade do som aqui estudado,
organizado musicalmente.
Ou seja, nada de novo na tese.
E o novo vibra na tese, esperando passagem.
Isso é bom, menos incomodativo.
Tanto mais incomodativo, pois oculto na base do pensamento.
Os homens reagem com hostilidade ao que e novo.
Mesmo ao que é ancestral, se não explicitado.
E é o tema desse discurso, a arte ancestral da vibração.
Eu nem peço licença, abraço o moço de outro gênero e  canto com ele.
Não tenho intenções além do afeto imenso, do apreço pedagógico, não tenho certeza alguma, nem fé raciocinada,
nem domínio da situação,
pode ser o último encontro.
Tenho consciência das conversas em campos sutis.
Que produção temos ali?
O que faremos dessa imantação transpessoal?
Ela gera afeto? Des-afeto? Musica vocal de melhor padrão vibratório?
O que o homem faz ao criar leis,
ele o faz com certa dose de intuição e de perigo.
Afinal, o objetivo é chegar ao protótipo perfeito.
Conexões. Harmonia dos gêneros. Novos agrupamentos humanos.
Viva Woodstock.





 *urbanascidades


Artificial intelligence. Emotional intelligence. Spirit.
Oriente, ocidente e o grande encontro
das filosofias.
Discurso registrado entre viola e guitarra.
O buda irado.

Despertar.
De um emaranhado de sons que vem e que vão.
O caminho é emocionar-se com os sons de Deus...
então significa que usamos no orbe terrestre
sons que não são de Deus...
Falamos disso, de maneira diferente,
na última quinta e sexta-feira...
sentimos as vibrações do som do próprio corpo no sábado
fomos mudar as vibrações da Luz e Caridade no domingo...

Ainda tenho tudo a estudar.

Respirar e relaxar os ombros.

Obrigada a todos os que se doam nessa pesquisa. Todos serão nomeados da assinatura do processo,
todos tem seus direitos éticos garantidos.

Aguardo ansiosa o texto produzido pelo menino gênio.
Aguardo as falas do menino paizão.
Desejo iluminação ao menino doce feito algodoeiro, que me fala todas as semanas.

Jamais esquecerei, Atila, da mão no ombro.
Amo voce, Paris é uma festa.
O som do metalofone continua vibrando.

 

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