terça-feira, 24 de abril de 2012

Anjo Gabriel

As palavras devem servir.
Elas são o elo de comunicação entre os humanos.
Até os gatos procuram sons que se assemelhem a fonemas,
enquanto não aprendem a formular palavras.
Eles pedem através de interjeições, esbravejam, chamam a atenção
demonstram frustração.
Para falar de amor, os gatos ronronam, ou nos oferecem a cabeça, a barriga
e agradecem quando lhes acenamos com toques suaves no pelo.
As palavras devem servir.
Elas são o elo de comunicação entre humanos e anjos.
Chamei, há pouco
e me veio Gabriel e disse:
Tu estás a procurar por Jesus,
mas ele está em outra Galáxia.
Quando tu estiveres pronta,
vou  dizer o sentido da tua missão.
Ainda assim, envenenada pelo meu desejo,
pelo atropelo de tanta tagarelice,
eu me senti carente de mais palavras do doce Arcanjo anunciador.
Receba a graça, Ele disse. O Senhor é convosco!
Poderia eu argumentar que sou incipiente, rasa mesmo,
que não compreendi a mensagem,
mas não posso...
Não posso negar que sei o que é bom,
que captei a perfeição quais as palavras certas,
qual a Verdade, qual a direção do Farol,
qual a bandeira que devo hastear.
As palavras devem servir.
Também àquele que escreve a crônica.
Vou me servir então de palavras para servir.
E assim, consolada pela cantilena das palavras,
ronronares de gato e um suave calor que me sobe pelos pés
vou dormir!
Sua benção, Gabriel anunciador da boa nova!

Lucius, Vicente, Gilson. Obrigada pela companhia musical, pela ternura com que compartilham suas vozes comigo. Usem sua elegância, presença, para dar luz às suas vozes. Cantem, porque é lindo ouví-los. Essas são minhas palavras de servir para voces.

Elza, Alex, obrigada por terem vindo.






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